Em consulta com psicóloga, irmã de estudante de medicina, de 3 anos, conta que ele ‘brincava” e beijava suas partes íntimas

A revelação  faz parte de um vídeo entregue à polícia e que é mantido em sigilo no inquérito contra o estudante

estudante medicina acusado

Marcos nega que tenha cometido os crimes – Foto: Divulgação

Nesta segunda-feira (11), os jornais Extra e O Globo divulgaram um relato estarrecedor sobre as acusações de abuso sexual contra o estudante de Medicina, Marcos Vitor Aguiar Dantas Pereira, de 22 anos, que faz faculdade em Manaus. A irmã dele, uma menina de apenas 3 anos, contou durante uma consulta com a psicológa os momentos de terror que viveu durante os abusos.

Ao ser perguntada pela profissional, ela relata, quase brincando, que ele tocava e beijava partes de seu corpo. A menina aponta para as partes íntimas e diz: “aqui (na pepeca) e aqui”. A menina ainda ressalta que o rapaz dava beijos no lugar que ela usa para ir ao banheiro.

A menina, ao ser questionada sobre quantas vezes ele beijou as partes do seu corpo, começa a contar com as mãos, mas faltaram dedinhos para explicar o tanto que os abusos se repetiram. A revelação  faz parte de um vídeo entregue à polícia e que é mantido em sigilo no inquérito. Segundo as investigações, há relatos de que, pelo menos, quatro crianças, duas delas suas irmãs de 3 e 9 anos, foram vítimas dos abusos supostamente cometidos pelo estudante.

O caso foi denunciado na Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) de Teresina no dia 31 de agosto. A prima do suspeito, que tem 12 anos, revelou à própria mãe que foi abusada sexualmente por Marcos Vitor dos cinco aos 10 anos. O primeiro abuso teria ocorrido durante uma viagem ao Uruguai.

A adolescente passou a se mutilar após os abusos – Foto: Arquivo Pessoal

Desde que tudo começou, a adolescente se calou, caiu em depressão e se automutilava com frequência. As famílias das vítimas temem que Marcos Vitor saia do país. Nas redes sociais, o estudante negou os crimes.

O Radar Amazônico entrou em contato com o advogado de defesa do estudante de medicina, Eduardo Fastino, mas até a publicação desta matéria não recebemos resposta.