Em debate do Estadão, Arthur Virgílio exige que candidatos nacionalizem propostas para o Brasil

O ex-senador sugeriu o que é necessário para conter o desmanche que está sendo feito no país.

Foto: Karla Vieira/divulgação

No segundo debate entre os candidatos às prévias do PSDB, realizado nesta sexta-feira (12) pelo grupo O Estado de São Paulo, Arthur Virgílio fez uma cobrança aos dois adversários, Eduardo Leite e João Doria, para que nacionalizem propostas em torno das necessárias soluções para as crises do país, nas áreas econômica, ambiental, saúde e educação.
“É preciso pensar no Brasil, esquecer o provincianismo, falar para o Brasil”, avaliou o ex-senador em evento transmitido em plataformas digitais.

O ex-prefeito de Manaus reforçou que sua defesa pela Amazônia, que pode ser entendida como tema regional, na verdade tem caráter mundial. “Posso falar de Amazônia o tempo inteiro porque é uma preocupação do mundo”, declarou. “É preciso um governante que conheça realmente a Amazônia e que tenha experiência efetiva de governar. Não vamos descer a assuntos paroquiais, mas nos voltar para os problemas nacionais”, enfatizou.

Durante o debate, que teve a mediação da jornalista Eliane Cantanhêde e participação dos repórteres Adriana Feraz e Pedro Venceslau, além de perguntas enviadas por representantes da sociedade civil, Arthur também avaliou que o país precisa se voltar às mulheres, aos negros, aos indígenas, aos LGBTQIA+, enfim, àqueles que mais precisam.

“O meu recado é que vamos vencer e teremos um governo para todos”, declarou.

Arthur Virgílio reafirmou sua convicção de que as prévias do partido serão importantes para fortalecer o PSDB, que sai na vanguarda com essa realização e, embora com número reduzido de cadastros aptos a votação no dia 21 – aproximadamente 30 mil filiados – garante maior legitimidade ao candidato tucano.

“É obvio que precisamos aprimorar as prévias, mas estamos um passo à frente de outros partidos, com a decisão sendo compartilhada por muito mais pessoas que o comumente feito. Tenho certeza que o PSDB vai sair unido, porque precisa se unir”, avaliou.

O ex-senador sugeriu o que é necessário para conter o desmanche que está sendo feito no país. Além de políticas sérias nas áreas da saúde, educação, meio ambiente e sociais, para ele, primeiramente é preciso reinserir em cena o tripé da economia que garantiu o sucesso do Plano Real: responsabilidade fiscal, controle da inflação com metas, câmbio flutuante.

“O governo faz um verdadeiro ataque ao Plano Real, desmontando cada conquista feita pelo PSDB e um governo que não tem programa atrai pela fisiologia. É lamentável ver parlamentares aderindo ao fisiologismo, vendendo suas consciências”, lamentou.

O diplomata de carreira e político com 43 anos de vida pública comentou ainda sobre a geração de emprego e renda, por meio de obras de infraestrutura em regiões fora dos eixos urbanos, e da necessidade de programas ou leis que beneficiem os mais necessitados com distribuição de renda, mas com data de saída dos beneficiados, e sua emancipação através da educação.

“A primeira coisa para falar de emprego e renda é reorientar a economia. Com o governo desorganizado, não tem quem faça. Quem for governar o país vai enfrentar uma situação de terra arrasada”, observou. “É possível ser liberal e ser sensível às causas sociais, mas qualquer país que mantenha programas sociais por muito tempo é um fracassado. Precisamos emancipar essas pessoas”, completou o ex-Ministro-Chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República do governo FHC.

Após o segundo debate, Arthur Virgílio retoma sua agenda pelas prévias. No sábado estará em Maceió (AL). No domingo, em Vitória (ES) e Salvador (BA) e na segunda-feira em Belo Horizonte (MG). No próximo dia 17, participa do terceiro debate, promovido pela CNN. As eleições primárias do PSDB ocorrem no domingo, 21.

(*) Informações da assessoria