Em Eirunepé, o malariômetro marca 5.776 casos de malária

Malariometro

No Radar, ninguém tinha conhecimento que existia um “malariômetro”, um medidor de casos de malária. Pois agora, através de informações repassadas por cidadãos do município de Eirunepé, situado a 1.159 quilômetros de Manaus, tomamos conhecimento que existe um malariômetro na cidade, e os registros dos casos de malária estão expostos em frente a Gerência Municipal de Endemias.

O malariômetro marca 5.776 casos de pessoas infectadas com a doença que é transmitida através da picada da fêmea do mosquito Anopheles, infectada por protozoários do gênero Plasmodium. Os moradores de Eirunepé – aquela cidade dominada há décadas por Dissica Valério Tomaz que conseguiu eleger em 2012 um de seus correligionários e trabalhador de sua fazenda Eirunepé, o Bará – dizem que a situação é epidêmica.

“Está morrendo gente”, conta o morador de Eirunepé que passou a imagem dos registros de malária na cidade. Ele diz que o combate ao mosquito é feito de forma precária e, junta-se a falta de prevenção, um péssimo atendimento de saúde púbica. “Aqui, muitas vezes, falta até medicamento para o tratamento a doença”, reclama.

Eirunepé 1A situação que já é crítica se agrava diante de um município onde não são feitas obras de infraestrutura. A população sofre sem saneamento básico. “Eirunepé está que é lama por todos os lados, esgotos a céu aberto, lixo e água suja pra tudo que é lado”, diz outro morador que manda uma foto pra mostrar como estão as ruas da cidade.

E, enquanto isso, os homens públicos daquele município cuidam de suas fazendas, suas cabeças de gado, e de seus negócios, de olho nas eleições do próximo ano, com a certeza de que alguns favores, doações e trocados vão fazer o povo de lá esquecer o descaso, a doença e a miséria. E, se eles estão com a razão, só o povo de Eirunepé pode dizer! (Any Margareth)