Em Eirunepé, operação "Voo Livre" apreende centenas de aves silvestres em criação clandestina

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Com o intuito de coibir a criação clandestina de aves silvestres e evitar a caça predatória de animais em extinção, equipes da Delegacia Interativa de Polícia (DIP) do município de Eirunepé, distante 1.160 km em linha reta da capital, realizou na manhã de ontem (7), a operação “Voo Livre”. A ação contou com o apoio da Polícia Militar e secretaria do meio ambiente do município, resultando na prisão de uma pessoa e a apreensão de centenas de espécies da fauna amazônica.

A operação teve início às 6h da manhã e se estendeu por todo o período. As investigações, coordenadas pelo Titular, Delegado Jony Leão, iniciaram após as autoridades municipais receberem denúncias anônimas de que pessoas estariam praticando caça predatória de aves silvestres.

Durante a ação, a equipe foi ao endereço das pessoas e apreendeu cerca de 200 pássaros nativos da Amazônia, que eram criados ilegalmente, entre eles, curiós, gola, bigode e bicudos, sendo que este ultimo, está na lista de aves ameaçadas de extinção. Conforme as investigações, pássaros como os curiós podem chegar ao preço de um automóvel zero quilômetro no mercado ilegal.

De acordo com Leão, aproximadamente 40 pessoas que criavam os pássaros como animais de estimação foram orientadas a realizar cadastro como criador de animais silvestres na Secretaria Municipal do Meio Ambiente da cidade. “Nosso principal objetivo era que essas pessoas saíssem da ilegalidade na criação desses animais e se cadastrassem, para que a o órgão responsável pelo meio ambiente no município tivesse o controle. Durante a operação, ainda detectamos um caso de caça profissional predatória que tinha por objetivo a comercialização dos animais e estes estavam sofrendo maus tratos”, destacou o Delegado.

Foram apreendidas ainda gaiolas, viveiros e material de caça, como o visgo, instrumento feito de resina encontrada em um tipo de cipó nativo da região. Os pássaros pousam no visgo e ficam presos, sendo possível capturá-los. “Na maioria das vezes em que o animal fica preso na armadilha ele acaba morrendo porque, quando o caçador o retira de lá ocorre a quebra de uma asa ou até mesmo o animal morrer por sufocado”, explicou.

Um homem de identidade não informada foi flagranteado por maus tratos e caça profissional não autorizada de animais silvestres, foi arbitrado fiança e após isso foi liberado. Após realizados todos os procedimentos legais, a equipe devolveu à natureza os animais apreendidos.

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