Em embarcação, polícia encontra droga avaliada em R$ 300 mil

Dentro de uma embarcação atracada no porto da Manaus Moderna, policiais do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), apreenderam 50 quilos de maconha tipo skunk, avaliados em R$ 300 mil. As informações sobre a apreensão foram repassadas à imprensa pelos delegados Guilherme Torres e Denis Pinho, diretor e diretor-adjunto do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), respectivamente, na manhã desta quinta-feira, dia 2, durante coletiva, realizada às 9h30, no prédio da Delegacia Geral.

Conforme o diretor do DRCO, delegado Guilherme Torres, as investigações em torno do caso tiveram duração de dois meses. Os entorpecentes foram apreendidos pelas equipes do DRCO na tarde de ontem, dia 1º de março, por volta das 17h30, no momento em que uma lancha, identificada como “Cidade de Manaquiri”, atracou no Porto da Manaus Moderna, na Avenida Lourenço da Silva Braga, Centro da capital.

“A lancha saiu na manhã da última terça-feira, dia 28 de fevereiro, do Porto Voyage, localizado em Tabatinga, município distante 1.108 quilômetros em linha reta de Manaus. As equipes do DRCO realizaram vistoria na embarcação e encontraram, no porão,  três malas onde estavam armazenados os cerca de 50 quilos de maconha do tipo skunk. Essa droga seria distribuída na capital”, explicou Guilherme Torres.

O diretor-adjunto do DRCO, Denis Pinho, disse que, no momento em que a droga foi localizada no compartimento de bagagem da embarcação os policiais civis perceberam certa divergência na identificação dos donos das malas, dificultando o reconhecimento dos responsáveis pela mercadoria ilícita para que eles pudessem responder criminalmente pela conduta ilegal. Segundo testemunhas, os donos dos entorpecentes fugiram do local sem as bagagens, porém deixaram vestígios e já estão sendo procurados pelas equipes do DRCO.

“As equipes do departamento ouviram o comandante da embarcação e duas pessoas conseguiram reconhecer dois homens, que possivelmente entraram com as três malas na lancha. Nós temos um prazo de 90 dias para concluir o inquérito policial. Vamos representar os pedidos de prisão preventiva assim que obtermos os nomes dos infratores. Eles vão responder por tráfico de drogas e organização criminosa, com pena máxima, se somada, chegando a 25 anos de reclusão”, informou Denis Pinho.

Segundo o delegado Geraldo Eloi, a Polícia Civil do Amazonas, por meio do DRCO e Departamento de Investigação sobre Narcóticos (Denarc), está atuando em áreas de fronteira, nos municípios e nas calhas dos rios, com o objetivo de reprimir o tráfico de drogas nesses locais.

“A Polícia Civil tem dado suporte às delegacias dos municípios do interior do Estado, com o intuito de evitar o confronto direto dos nossos policiais com traficantes. Nós temos os departamentos atuantes nessas áreas e estamos tendo um trabalho exitoso, uma vez que estamos tirando de circulação grande quantidade de drogas, evitando que esses entorpecentes sejam distribuídos aqui na capital”, declarou Eloi.

FOTOS: Erlon Rodrigues / Assessoria de Imprensa da PC-AM