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Em escola estadual indígena aulas podem ser suspensas por falta de merenda escolar

O alerta do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AM) para que o Governo do Amazonas aplique pelo menos o mínimo em Educação parece não ter surtido efeito: na Escola Estadual Indígena Pamuri Mahsã Wi’I – Iauaretê, no município de São Gabriel da Cachoeira (localizado a 865 quilômetros de Manaus) as aulas correm o risco de ser suspensas por falta de merenda escolar. (Veja o documento no fim da matéria)

Atestando a inércia do Governo e em um ato de desespero para que os alunos – que nada tem a ver com a falta de responsabilidade do Estado – não sejam prejudicados, a gestora da Escola, Ivanete Fernandes Fontoura, pediu ajuda aos pais e responsáveis para tentar comprar itens básicos como arroz, macarrão, enlatados e frutas.

“Sei que uma paralização (sic) da escola não seria bom para o aprendizado dos nossos filhos. Devemos unir forças para nos ajudarmos, não devemos apenas esperar pelos nossos governantes”, afirmou a gestora da Escola no comunicado enviados aos pais na última quinta-feira (13). A colaboração dos pais deveria ser dada a partir do dia seguinte, sexta-feira (14).

Na Escola está faltando de tudo, inclusive o gás de cozinha – elemento necessário para preparo dos alimentos. Pelo comunicado, a “cotinha” feita pelos pais para que os alunos não passem fome faz parte da rotina escolar.

“Somos conhecedores de que a escola sempre tem contado com a colaboração dos senhores, por isso em nome da escola agradeço de coração aqueles pais e responsáveis que sempre tem ajudado a escola nesse sentido”, diz a gestora no documento.

Isso é que é amor, né governador?

Leia o comunicado na íntegra: