Em Manaus, 11 bairros deixam zona de alto risco para infestação do Aedes aegypti

O Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti (LIRAa) em Manaus, realizado pela Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), excluiu 11 bairros da situação de alta vulnerabilidade de transmissão de doenças pelo mosquito.

Com o resultado do estudo, divulgado nessa terça-feira (13), deixam a zona de risco: Compensa, Redenção, Alvorada, Flores, Parque Dez, Centro, Cidade Nova, Novo Aleixo, Raiz, Coroado e Armando Mendes.

“O Plano de Obras de Verão, voltado para ações de infraestrutura, drenagem, limpeza e asfaltamento, foi determinante nesse resultado, o que impacta positivamente na qualidade de vida da população. A diminuição do índice é muito importante para que possamos manter um bom ritmo de trabalho no combate ao Aedes aegypti. Estamos entrando na época de chuvas e será necessário que a população continue fazendo sua parte para nos ajudar a excluir mais bairros da situação de alta vulnerabilidade de transmissão de doenças causada pelo mosquito”, disse o prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto.

No começo do ano, o levantamento apontou um índice de 3,0%. Em outubro, o diagnóstico indicou redução para 1,0%. Isso significa que Manaus, apesar de permanecer em médio risco para as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, apresentou importante redução do índice em relação aos períodos anteriores.

Hoje, dos 63 bairros do município de Manaus, apenas seis – Jorge Teixeira, Tancredo Neves e São José, na zona Leste; Colônia Terra Nova e Monte das Oliveiras, na zona Norte; e na zona Sul, o bairro Japiim, estão classificados como prioritários para receber a intensificação das ações. São eles que apresentam também maior incidência de pessoas acometidas por alguma das doenças transmitidas pelo Aedes, os quais serão trabalhados de maneira prioritária pelas equipes de saúde nas ruas.

Em Manaus, aproximadamente 300 Agentes de Combates às Endemias e Agentes Comunitários de Saúde visitaram, no período de 15 a 29 de outubro, um total de 29.263 imóveis, distribuídos em todos os bairros, a fim de coletar as formas imaturas (larvas) do Aedes aegypti, bem como eliminar e/ou tratar os potenciais criadouros do mosquito.

“Essa redução do indicador demonstra que a somatória de esforços e envolvimento de outras secretarias municipais para o combate a esse mosquito é essencial para sua prevenção e controle”, avaliou o secretário municipal de Saúde, Marcelo Magaldi.

LIRAa

O diagnóstico da Infestação do Aedes aegypti tem como objetivo realizar o levantamento do índice do vetor (LIRAa) no município, para reunir informações sobre a situação de infestação pelo mosquito tipo Aedes, principal transmissor de doenças como zika vírus, dengue (DEN 1, DEN 2, DEN 3, DEN4) e febre chikungunya.

Esses dados permitem direcionar as ações de controle para as áreas mais críticas. A metodologia consiste em dividir o município em áreas com características semelhantes para realização da pesquisa/visita nos imóveis. Os estratos com índices de infestação predial estão classificados em inferiores a 1%, o que significa que estão em condições satisfatórias; de 1% a 3,9%, estão em situação de alerta, o chamado médio risco; e superior a 4%, considerado de alto risco.

Planejamento

Com base no resultado, a Semsa já programou ações a serem desenvolvidas nos seis bairros classificados como prioritários. Entre elas, estão: intensificar as ações de controle do vetor, com os Agentes de Combate às Endemias e Agentes Comunitários de Saúde realizando a visita casa a casa, e intensificar atividades de Educação em Saúde, com ampla implantação da estratégia “10 minutos contra o Aedes”.

Além disso, equipes da Semsa também vão envolver moradores e lideranças locais no combate à doença e dar continuidade às ações interinstitucionais com as demais secretarias do município, buscando apoio e parcerias com outras instituições – públicas e privadas – para o enfrentamento do Aedes aegypti no município.