Em Manaus, saltos de paraquedismo retornam após desaparecimento do advogado Luiz Henrique Cardelli

As atividades na capital amazonense foram suspensas pela Confederação Brasileira de Paraquedismo (CBPq)

Foto: Divulgação

Os saltos de paraquedismo em Manaus retornaram após suspensão temporária motivada pelo acidente que resultou na morte da paraquedista Ana Carolina Silva, 28, e o desaparecimento do advogado Luiz Henrique Cardelli, 33. A informação foi divulgada pela Confederação Brasileira de Paraquedismo (CBPq).

Diversos atletas de paraquedismo retornaram às atividades no Aeroclube de Manaus, localizado na avenida Professor Nilton Lins, bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus. A suspensão temporária das atividades era de 30 dias e iria “até a finalização do Relatório de Investigação de Acidente – RELIA” e assinada pelo presidente da CBPq, Uellinton Mendes.

Entretanto, ainda não foram divulgadas informações sobre a conclusão ou resultado do inquérito que investiga o acidente com os paraquedistas. O Radar Amazônico entrou em contato com a CBPq e aguarda resposta.

Relembre o caso

O acidente aconteceu no dia 15 de abril deste ano, na Sexta-Feira Santa. Na ocasião, um grupo composto por 14 paraquedistas foi surpreendido por uma forte tempestade que atingiu vários bairros da capital amazonense.

Dos 14 paraquedistas, 10 conseguiram pousar em segurança, mas quatro tiveram a rota de pouso desviada devido aos fortes ventos do temporal. Dois homens foram localizados e socorridos em bairros diferentes na zona Oeste de Manaus. Um deles caiu sobre fios de alta tensão na avenida Brasil, bairro Compensa.

A paraquedista Ana Carolina Silva foi encontrada morta às margens do Rio Negro, no Distrito de Cacau Pirêra, em Iranduba (a 20 quilômetros de Manaus), no dia 16 de abril. Enquanto isso, Luiz Henrique Cardelli permanece desaparecido até hoje.

Encerramento das buscas

Recentemente o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM) anunciou que as buscas pelo advogado Luiz Henrique Cardelli foram encerradas após um mês de desaparecimento do atleta. Segundo o comandante-geral do CBMAM, Orleiso Ximenes Muniz, nos primeiros 15 dias de buscas, mais de 100 militares trabalharam na operação para encontrar o paraquedista, durante 16 horas por dia, mas o número de pessoas envolvidas foi diminuindo para 40.

O comandante-geral informou que a equipe de resgate retornará os trabalhos caso haja informações ou indícios sobre a localização de Luiz Henrique Cardelli.