Em Manaus, tradicional chegada da boneca Kamélia não será realizada em 2022

A chegada da boneca Kamélia marca o início do Carnaval de Manaus

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Foto: Divulgação

Tradicional evento que marca a abertura do Carnaval de Manaus, a Chegada da Boneca Kamélia, não será realizada em 2022. A informação foi divulgada presidente do Olímpico Clube, Almerinho Botelho, em nota nas redes sociais.

Com a decisão, será o segundo ano consecutivo que o evento não  será realizado devido à pandemia da Covid-19. Almerinho informou que o Conselho Diretor do Olímpico Clube optou por cancelar a celebração e a decisão foi unânime.

“Em respeito à vida, à saúde, considerando a situação atual das clínicas e hospitais de Manaus, e principalmente, em cumprimento às orientações das autoridades de saúde pública que lutam incessantemente para conter os casos de Covid-19 e H3N2, o Conselho Diretor do Olímpico Clube, decidiu por unanimidade, cancelar, por mais um ano, a tradicional ‘Chegada Boneca Kamélia’”, comunicou.

Vale ressaltar que o tradicional evento acontece há mais de 80 anos. Em 2022, a chegada da boneca seria realizada no dia 8 de janeiro.

Incerteza

O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), informou recentemente que vai decidir sobre a realização das festividades carnavalescas duas semanas após o Réveillon.

Segundo ele, a decisão será baseada com dados epidemiológicos da Covid-19 e síndromes gripais. Com essa indefinição, as escolas de samba seguem sem um caminho de se devem ou não se preparar para o Carnaval de 2022.

O Radar Amazônico noticiou que a Prefeitura de Manaus suspendeu por tempo indeterminado o edital que viabilizava o repasse de apoio financeiro no valor de R$ 2.229.541,60 (dois milhões duzentos e vinte e nove mil quinhentos e quarenta e um reais e sessenta centavos) para o desfile das Escolas de Samba de Manaus do Grupo Especial, “A” e “B”, para o Carnaval de 2022.

Apesar da suspensão, David Almeida afirma que o repasse às escolas “pode retornar caso tenha controle no aumento de casos de síndrome respiratória”. Porém, as agremiações já iniciaram os trabalhos visando a realização dos desfiles para 2022 e quem sente os prejuízos são as próprias escolas de samba.