Em meio à maratona, Vicente Luque vê em vitória trampolim no UFC

(Photo by Jeff Bottari/Zuffa LLC via Getty Images)

Em um esporte de muito contato como o MMA, e atravessando uma pandemia, se manter em atividade é uma tarefa que poucos conseguem. Para Vicente Luque, porém, lutar parece não ser um problema. O brasiliense subirá no octógono mais famoso do planeta neste sábado (1) com a impressionante marca de ter atuado quatro vezes em um espaço de 12 meses.

O adversário do 12º colocado do ranking dos pesos meio-médios será o norte-americano Randy Brown.

Apesar do momento conturbado que o mundo vive, Luque afirma que o treinamento, desta vez, não foi um problema. Em maio, quando ele enfrentou, e venceu, Niko Price, o risco de contágio ainda não era totalmente esclarecido, o que atrapalhou a preparação.

“A preparação para a luta do dia 9 de maio realmente foi bem difícil. Grande parte da preparação foi feita em casa, com meus treinadores falando comigo pelo celular. Não foi o treino ideal. Agora, eu consegui adaptar várias coisas. Meu preparador (físico) montou um estúdio em casa. Consegui treinar na casa dele, respeitando todas as medidas. Foi possível usar os equipamentos da academia, que foi algo que eu não tive para a outra luta. Para os treinos, meus companheiros, André Fischer e Stanlley Souza, estão ficando apenas em casa. A gente pagou do próprio bolso testes da Covid-19”, revela.

A luta deste sábado, aliás, é encarada como uma espécie de trampolim para Luque. Com retrospecto de 11 vitórias e apenas três derrotas dentro do UFC, o brasiliense, que fará o terceiro combate mais importante do evento, espera que um triunfo diante do norte-americano o coloque novamente em rota de colisão com adversários mais bem posicionados do que ele no ranking.