Em meio à pandemia e ineficácia do governo, voluntários se unem para ajudar a salvar vidas em Manaus

Foto: Divulgação

A segunda onda da Covid-19 em Manaus de fato foi avassaladora e teria sido bem pior se os grupos voluntários não tivessem ido às ruas levar doações e ajudar a salvar vidas. A hashtag NortepeloNorte ganhou força no Twitter, unindo principalmente os jovens, que fizeram mutirão de doações.

Entre os materiais doados estão cilindros e recarga de oxigênio, insumos hospitalares, além de água e comida para pacientes, acompanhantes, e os profissionais de saúde que atuam na linha de frente dessa guerra.

“A rede social Twitter é nossa grande aliada. Lá nós informamos a todo segundo do que está faltando, onde está faltando e onde comprar. Todas as zonas temos pelo menos 4 equipes atuando. A logística é incrível, auxiliada por grupos de WhatsApp, com planilhas e mapas atualizados a todo instante”, disse um voluntário.

Para conseguir dinheiro, os voluntários realizam “vaquinhas”, mas tem conseguido também patrocínio com diversas empresas, para fornecer principalmente alimentação e água. Pequenas empresas do ramo hospitalar estão reduzindo seus valores para ajudar na compra de insumos.

Digitais influencers ajudam na mobilização na internet, atraindo mais pessoas solidárias, para ajudar a cidade de Manaus atravessar esse período tão difícil. Uma academia no bairro Dom Pedro, zona Centro-Oeste da capital, cedeu espaço para o grupo armazenar doações de onde são distribuídas 24 horas por dia.

As doações chegaram nos hospitais e Unidades Básicas de Saúde (UBS) de toda a cidade de Manaus, além de cidades vizinhas como Nova Olinda do Norte, Manacapuru, Itaquatiara, Iranduba, Nhamundá.

Denúncias

Como forma de manifestar a omissão do governo diante das reais necessidades enfrentadas nas unidades de saúde, os internautas levantaram a tag no Twitter  #AssumeWilsonLima que ficou em segundo nos assuntos mais comentados com mais 60mil twittes.

Na internet os jovens chamaram atenção para as denúncias de materiais doados que estão sendo roubados e comercializados e até mesmo cilindros apreendidos pelo governo e posteriormente levados a outros centros de atendimento como se o Estado tivesse fornecido.