Em meio a tensão, Coreia do Norte sugere que diplomatas deixem capital

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A Coreia do Norte pediu aos países que têm embaixadas na capital, Pyongyang, que considerem a possibilidade de retirar seus funcionários, em meio ao aumento da tensão militar na Península Coreana.

A informação é da agência oficial chinesa Xinhua, que cita fontes diplomáticas, e foi confirmada por Reino Unido e Rússia.

O porta-voz da chancelaria russa, Denis Samsonov, disse que a Rússia estava examinando o pedido, mas não planejava a retirada imediata, e que não havia sinais externos de tensão na cidade.

A agência de notícias russa RIA afirmou, citando fontes diplomáticas, que as autoridades russas estão em contato com EUA, China e Coreia do Sul para avaliar a necessidade de retirada.

O Reino Unido, por sua vez, disse que o pedido faz parte da “retórica” norte-coreana contra os EUA.

A tensão aumenta na região com as crescentes ameaças militares da Coreia do Norte, um fechado regime comunista liderado pelo jovem ditador Kim Jong-un, considerado “imprevisível” por analistas, aos Estados Unidos e à Coreia do Sul. Fonte sul-coreana afirmou que há indícios de que a Coreia do Norte estaria preparando um teste de mísseis.

Alemanha

Ao mesmo tempo, a Alemanha anunciou que convocou o embaixador da Coreia do Norte no país para esclarecimentos, mostrando “inquietação” com o desenrolar da crise.

“O embaixador da Coreia do Norte foi convocado por ordem do ministro das Relações Exteriores, Guido Westerwelle, ao ministério”, afirmou o porta-voz da pasta, Andreas Peschke.

“Informamos claramente que a recente escalada da Coreia do Norte, tanto no tom como no conteúdo, não é aceitável para o governo alemão”, disse Peschke.

Westerwelle aspira uma cooperação muito estreita com os sócios europeus e internacionais sobre a Coreia do Norte, completou, antes de lembrar que uma reunião dos ministros das Relações Exteriores dos países do G8 deve acontecer na próxima semana em Londres.