Em meio ao caos na segurança pública, governador dá superpoderes para coronel brigão da PM

Em mais uma daquelas “mágicas” feitas pelo governador Amazonino Mendes com seu “pó de pirlimpimpim”, um oficial da PM pra quem a tropa faz cara de poucos amigos vai se transformar num supersecretário que manda em tudo que é polícia e até na Secretaria de Segurança do Estado (SSP-AM). Mas tem gente dizendo que nem se espanta mais com essas “mágicas” feitas pelo governador, após ele pagar milhões e transformar o ex-prefeito de Nova York, Rudolph Giulianni, em “xerife” das ações de segurança no Estado, sem levar em consideração o fato de que fazer segurança pública nos Estados Unidos é muito diferente de combater a criminalidade no Brasil.

As notícias que chegaram ao Radar é que Amazonino escolheu o coronel PM Walter Cruz para assumir uma espécie de “supersecretaria”. Mas o Radar também tomou conhecimento de que, o coronel tem forte rejeição no meio da polícia por ser conhecido pelos órgãos de segurança como uma pessoa briguenta e envolvido em confusões pelo péssimo temperamento. Prova disso, é que quando foi subcomandante da Polícia Militar, em 2017, conseguiu em menos de um mês, brigar com os integrantes da Polícias Civil e SSP. Um dos casos que vieram à tona na imprensa local, foi quando ele teria se envolvido em uma polêmica com o tenente-coronel Túlio Freitas.

Segundo informações publicadas nas redes sociais, Cruz teria prendido Freitas, após ele ter se recusado a disponibilizar uma equipe do setor de Comunicação Social para cobrir uma ocorrência durante a madrugada. Na ocasião, o abuso de autoridade teria revoltado a tropa que chegou a pedir a exoneração do coronel.

Dois meses depois, o então governador interino David Almeida (PSD), anunciou a demissão de Walter Cruz do cargo, que foi substituído pelo também coronel Claudenir dos Santos Barbosa. Quando Amazonino assumiu o Governo, Walter Cruz ressurgiu em um cargo público, dessa vez como diretor-presidente da Agência Reguladora dos Serviços Públicos Concedidos do Amazonas (Arsam).

Nem precisa ser um especialista em segurança pública, tipo Rudolph Giuliani pra saber que, com relações de antipatia dentro e fora da tropa, não ficar nada fácil comandar o que quer que seja e pode gerar uma crise institucional. E, em meio ao caos na segurança pública, o que faltava era mais antipatia e descontentamento.