Em menos de 24 horas, nove pessoas são assassinadas a tiros em Manaus

Feriado registrou diversos crimes violentos na capital amazonense

Crianças acompanham remoção do corpo de Digson Santos, no bairro Campos Sales. Foto: Neto Silva

O dia 1º de maio, feriado do Dia do Trabalhador, foi marcado pela violência na capital. Em um intervalo de menos de 24 horas, o relatório do Instituto Médico Legal (IML) registrou nove crimes por arma de fogo. Chama a atenção o número expressivo de homicídios na capital em meio a gastos milionários que não têm trazido solução para a onda de crimes violentos na capital amazonense.

Somente com o projeto “Amazonas Mais Seguro”, o Governo Wilson Lima já gastou mais de R$280 milhões. Apesar disso, o número de mortes violentas na capital viu uma explosão de casos, conforme aponta matéria do Radar Amazônico.

A primeira morte registrada em maio foi a de Luam Oliveira Martin, na rua Barreirinha, bairro Grande Vitória, zona Leste. Ele foi baleado na rua e ainda foi socorrido para o Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, mesma zona, mas morreu na unidade hospitalar. Até o momento, ninguém foi preso e a Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) assume as investigações do caso em busca dos suspeitos.

A segunda morte foi a de Marcelo Henrique da Silva, na rua Doutor Análio de Rezende, no bairro do Petrópolis, zona Sul. Não foi revelado quantas pessoas efetuaram os disparos, mas Marcelo morreu ainda no local. A investigação ainda está em estágio preliminar com a polícia buscando informações sobre os suspeitos.

Jonathan dos Santos Cortez foi morto na rua Jordão, comunidade Nossa Senhora de Fátima. Foto: Divulgação

A morte seguinte foi a de Jonathan dos Santos Cortez, ocorrida na rua Jordão, comunidade Nossa Senhora de Fátima, bairro Cidade Nova, zona Norte. A vítima foi atingida com cinco tiros e morreu ainda no local. O suspeito fugiu após o ataque. O Instituto Médico Legal (IML) removeu o corpo e a DEHS assume as investigações.

Digson caiu em uma emboscada e foi morto. Foto: Divulgação

Digson Freitas dos Santos foi mais uma vítima. Ele foi perseguido por criminosos em um rip-rap no Campos Sales, zona Oeste, e acabou sendo alvejado com 13 tiros. O homem foi removido para a sede do Instituto Médico Legal (IML). Uma imagem chamou atenção, quando algumas crianças se sentaram à beira do rip-rap para acompanhar a remoção do corpo, cena cada vez mais frequente na capital amazonense.

Já na noite de domingo (1º), Warlen Silas Oliveira Souza, conhecido como “Ronaldinho”, foi morto em um campo durante um torneio de futebol, em Flores, na zona Norte. Um suspeito teria invadido o local e alvejado Warlen, que morreu ainda no local. Além do atirador, um homem ficou no carro esperando o suspeito para deixarem o local após a execução.

Na zona Sul, Alzenir Elizandro Coimbra dos Santos foi morto em um bar na Orla do Amarelinho, bairro do Educandos. A polícia deu detalhes de que a vítima estava em um bar quando dois homens saíram de um carro e começaram a atirar em direção à vítima, que morreu no local. Durante o crime, outra vítima recebeu um tiro de raspão, mas foi socorrido. Até o momento ninguém foi preso.

Crime na rua Santa Júlio, Jorge Teixeira deixou homem não identificado morto. Foto: Divulgação

A sétima morte ocorreu na rua Santa Júlia, no bairro Jorge Teixeira, zona Norte. A vítima, não identificada, foi baleada com quatro tiros, sendo um na cabeça e três nas costas. No local, ninguém quis falar com a imprensa sobre o caso. O caso é investigado.

Outra morte registrada foi a de José Vitor Colares da Silva, baleado na rua Papucaia, também no bairro Jorge Teixeira. Um homem não identificado atirou contra a vítima e fugiu após os disparos. José Silva foi socorrido para uma unidade hospitalar, mas já chegou morto na unidade.

A última morte foi registrada na rua do Quarentão, no bairro da Compensa, zona Oeste. Moradores contaram que ouviram o barulho dos tiros e, ao saírem, já encontraram o corpo na rua. Até o momento, a vítima não foi identificada. O caso agora será investigado pela polícia.

Fim de semana violento

Vale ressaltar que entre a noite de sexta-feira (29) e a madrugada de sábado (30), Manaus já havia registrado uma madrugada violenta, com seis mortes por arma de fogo ocorrendo, incluindo um quadruplo homicídio entre uma guerra de facções, segundo a polícia.