Em menos de seis meses, Manaus registra mais de 10 mil roubos

Foto: Ilustrativa

Somente nos primeiros quatro meses de 2021, foram registrados mais de 10 mil casos de roubos em Manaus. O crime é um dos mais temidos pela população, seja enquanto se locomovem de casa para o trabalho nos ônibus ou quando estão em suas residências. Os dados foram levantados pelo Sistema Integrado de Segurança Pública (Sisp) e apontam para o total de 10.683 roubos registrados de janeiro a abril deste ano.

O mês com maior incidência de crimes este ano foi março, em que foram registrados 3.241 casos na capital.

O dado chama atenção visto que coincide com um dos meses no qual mais tiveram medidas de isolamento em decorrência da segunda onda da Covid-19 em Manaus. Uma das pessoas que foi assaltada neste período é Cinthya Vallente, que trabalha como petcare (cuidadora de animais).

Somente este ano, ela já foi assaltada duas vezes, uma em janeiro e outra em março. Ela revela que da última vez em que foi assaltada sofreu uma abordagem violenta de homens que estavam em duas motos na avenida Max Teixeira, zona Norte.

“Estava saindo da rua de casa quando duas motos me fecharam, um puxou minha bolsa e jogou as coisas no chão até encontrar o telefone enquanto o outro gritava comigo”.

Assim como acontece com centenas de milhares de manauaras que passam por assaltos diariamente, os danos causados à Cinthya pelos roubos vão além dos materiais, e prejudicam a saúde psicológica, causando a sensação de perigo e medo constante.

“Sinceramente, eu fico com muito medo. Sou alvo de muitos assaltos e horário nenhum é seguro. Sofri o último assalto 6 da manhã”, revela.

Grupos estratégicos

Já o delegado titular da Delegacia Especializada De Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD), Denis Pinto, explica que a maioria dos assaltos são realizados com violência e o uso de armas brancas e de fogo. Além disso, ele revela que mulheres e idosos são os grupos mais “vulneráveis”.

“Geralmente, as pessoas mais assaltadas são idosos e mulheres, pois na lógica dos assaltantes eles não representam perigo porque não resistem”.

Além disso, ele também indicou que os lugares mais assaltados são àqueles onde não há muita movimentação de pessoas, “desertos”, e geralmente no início da manhã, quando a população se concentra em diversas paradas de ônibus, por volta das 6h às 8h.

E por fim ele reforça as orientações de como se prevenir de um assalto e como se comportar caso haja a abordagem criminosa.

“Orientamos as pessoas a seres discretas com seus itens de valores, como celulares, ficarem onde há presença constante de pessoas e não reagir em caso de assalto, pois alguns criminosos costumam ser extremamente violentos”, finalizou o delegado.