Em Nhamundá, MPAM investiga denúncia de desvio de vacinas contra a Covid-19

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Após denúncias de desvios de vacinas contra a Covid-19 no Município de Nhamundá (distante 381 km de Manaus) o Ministério Público do Amazonas (MPAM) abriu uma investigação para apurar o suposto desvio de imunizantes. O Promotor de Justiça Márcio Pereira está averiguando os fatos, tendo em vista as notícias de que a secretária municipal de Saúde do município priorizou pessoas mais próximas à sua pessoa, em troca de amizade e favores.

De acordo com as denúncias, algumas pessoas que foram vacinadas não fazem parte dos grupos prioritários para vacinação contra Covid-19, relatando que essas pessoas receberam os imunizantes na frente de outras pessoas, e os que realmente eram do grupo não receberam a dose nesse primeiro momento, tais como funcionário que fazem remoção de pacientes para outras cidades, profissionais do laboratório, profissionais da urgência e emergência.

Na lista que foi publicada com a relação das pessoas vacinadas não foi colocado  os critérios como, nível de prioridade, setor, serviço, idade, nível de contaminação e grupo prioritário e as comorbidades.

De acordo com o MPAM, levando em consideração que as doses são insuficientes para atender a todos, a prioridade é vacinar profissionais da saúde da linha de frente do combate ao coronavírus, além de indígenas que vivem em aldeias.

O Município recebeu 126 doses para profissionais da linha de gente, seguindo os critérios: idosos, transplantados de órgãos sólidos, trabalhadores com comorbidades ou doenças crônicas e que estejam, necessariamente, mais expostos ao risco de infecção, não devendo haver discriminação entre classes de trabalhadores.

(*) Com informações da assessoria do MPAM