Em nota, presidentes de associações de PMs refutam desmonte da “Operação Defesa” e dão 48h para paralisação

 

Nas próximas 48h os policiais e bombeiros militares devem parar completamente as atividades na capital e no interior do Amazonas. A informação está numa nota publicada pelos presidentes das três associações de representação dos policiais que começou a circular na noite dessa terça-feira (13), após o governador Amazonino Mendes (PDT), publicar nova relação de promoções em desacordo com o que determina a Lei nº 4.044/14 defendida pelos policiais militares.

A nota, diz ainda, que o movimento chamado de “Operação Defesa” continua na sua integralidade, e que os policiais deverão ficar de prontidão porque nas próximas 48h as associações irão deflagrar nova fase da Operação Defesa.

“Os presidentes das associações de representação de praças do Amazonas na Operação Defesa esclarecem aos policiais e bombeiros militares que as informações em blogs e portais, mantidos com verbas do governo, sobre a desarticulação da Operação Defesa, são falsas; que nas próximas 48h uma nova fase da Operação Defesa será colocada em prática; que todos os praças do Amazonas se mantenham de prontidão e firmes para as próximas fases da Operação Defesa da nossa lei. Nem um passo sequer daremos para trás”, afirma a nota assinada pelos presidentes de associações.

*Parecer da PGE*

A guerra entre os policiais e o governo começou no último dia 22 de fevereiro quando a Procuradoria Geral do Estado (PGE) apresentou um parecer pedindo a extinção do Quadro Especial de Acesso dos policiais e bombeiros militares. Leia no final da matéria o parecer da PGE.

“Na prática o que o governador Amazonino quer fazer é acabar com a carreira do policial militar tirando dele o direito de ascender na sua profissão de forma digna: é o fim das promoções por tempo de serviço. É o fim da nossa lei na sua essência”, afirma o presidente da Associação dos Praças do Estado do Amazonas (APEAM), Gerson Feitosa.

Na nota os presidentes reafirmam que as promoções publicadas pelo governo até o momento não contemplam os policiais das turmas de 89, 90, 93, 94, 97, 98, 99, 00, 01, 03, 04 e 05. “São mais de 1,5 mil policiais que terão seu direito a serem promovidos jogados no lixo. Jamais iremos trocar a nossa lei por algumas promoções que não contemplam os mais de oito mil policiais do Amazonas”, afirma Feitosa.