Em plena pandemia, servidores do município estão sem atendimento de urgência da Manausmed (ver vídeo)

Foto: Rafa Braga/ Asprom Sindical

Além de serem obrigados a dar aulas presenciais em tempos de pandemia, de acordo com os profissionais da rede pública municipal, a categoria não têm serviço de médico de emergência e urgência quando precisam. Para denunciar o serviço precário oferecido pela ManausMed, o Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas de Manaus (Asprom Sindical) realizou na manhã desta terça-feira (22), um ato público em frente a Secretaria Municipal de Administração (Semad). (veja vídeo no final da matéria).

Durante entrevista ao Radar, o coordenador de comunicação da Asprom Sindical, Lambert Melo, explicou que apesar do péssimo serviço, mensalmente é descontada uma taxa dos salários dos professores para a manutenção do plano de saúde.

“Nós não temos condições de fazer exames, não temos nem sequer mais hospital para fazer tratamento de internação quando for preciso. Então nós estamos pagando por um serviço que não está sendo prestado dignamente”, disse Lambert Melo.

Covid-19 nas escolas

Foto: reprodução

Após o retorno das aulas presenciais, em 18 de maio, várias escolas registraram contaminações por Covid-19 em algumas unidades de ensino, da capital e do interior tiveram as aulas suspensas. Porém, apesar do risco, a Prefeitura de Manaus e o Governo do Amazonas mantêm as aulas presenciais.

“Nós já contabilizamos 81 denúncias de contaminação de Covid-19 nas escolas municipais e estaduais após o retorno das aulas presenciais, então as escolas foram transformadas em um verdadeiro abatedouro”, concluiu Lambert Melo.

O Radar entrou em contato com a Prefeitura de Manaus e a ManausMed para saber se a reivindicação dos professores será atendida, mas até a publicação desta matéria não obteve retorno.

Confira a cobertura do ato público