Em Presidente Figueiredo, Romeiro pretende gastar R$ 10,9 milhões com aquisição de gasolina

Achando pouco os gatos milionários feitos com o dinheiro público durante todo o ano de 2019, o prefeito do município de Presidente Figueiredo (a 128 km de Manaus), Romeiro Mendonça, decidiu começar o ano de 2020 da mesma maneira, ou até pior. Segundo publicação no Diário Oficial da Associação Amazonense dos Municípios (AAM), o prefeito pretende gastar, com apenas uma empresa, o valor de R$ 10,9 milhões com aquisição de gasolina para atender a prefeitura e as secretarias municipais.

De acordo com o despacho de homologação, publicado nesta quinta-feira (16), a contratação foi regularizada por meio do Pregão Presencial nº 038/2019. Segundo o documento, o prefeito pretende pagar o valor de R$ 10.929.099,40 à empresa A. S. de Oliveira Comércio de Combustível – Ltda para o “fornecimento de derivados de petróleo: gasolina comum e óleo diesel”. (Veja documento no final da matéria)

Ainda conforme o documento, a aquisição de gasolina será para atender o abastecimento da frota de veículos oficiais da prefeitura de Presidente Figueiredo e das secretarias executivas do município, pelo período de 12 meses.

Empresa

Consultada no site da Receita Federal, a empresa A. S. de Oliveira Comércio de Combustível – Ltda não possui nome fantasia e tem como principal atividade econômica o comércio varejista de combustíveis para veículos automotores. Além disso, sua sede fica localizada no município de Carauari. Tendo o valor de R$ 200 mil de capital social, a empresa possui como sócios Tânia Margarete Cortês de Carvalho Ghellar e Marconi Ferreira Jucá.

Gastos com festas

Para comemorar as festas de réveillon de 2019, o prefeito “festeiro” gastou quase meio milhão de reais com uma empresa especializada em estruturação de eventos, por apenas 30 dias.

Cassação

Romeiro Mendonça havia sido cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE), em novembro do ano passado, por ter usado um mecanismo fraudulento para transitar dinheiro de doação de campanha com objetivo de ocultar a origem do recurso utilizado nas eleições de 2016. Os dinheiros transferidos de forma irregular variaram entre R$ 10 mil e R$ 70 mil. No entanto, um mês depois, Romeiro conseguiu uma liminar que suspendeu a sentença e lhe devolveu o cargo da administração do município.

Confira o documento na íntegra