Em primeiro leilão do governo federal, grupo francês compra o aeroporto de Manaus

Foto: William Costa

O governo federal arrecadou R$ 3,3 bilhões no primeiro da série de três leilões de concessões em infraestrutura do Ministério da Infraestrutura. Foram leiloados três blocos de aeroportos, entre eles, a surpresa da disputa foi a proposta da francesa Vinci, que administra o aeroporto Charles De Gaulle, em Paris e disputou todo o bloco Norte, que teve como principal aquisição o aeroporto de Manaus (AM), por onde escoa boa parte das exportações realizadas pela Zona Franca.

O grupo francês, que já opera o aeroporto de Salvador (BA), comprou por R$ 420 milhões o bloco, contra o lance de R$ 50 milhões do consórcio Aerobrasil, grupo que administra o aeroporto de Belo Horizonte junto com os operadores Zurich Airport International (Suíça) e Munich Airport International (Alemanha).

O novo concessionário terá ainda de gerenciar e investir na melhoria dos aeroportos de Porto Velho (RO), Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC), Tabatinga, Tefé (AM) e Boa Vista (RR). O compromisso de investimento será de R$ 1,4 bilhão.

Para o grupo francês “A região amazônica representa uma sinergia com sua operação na Guiana Francesa, que tem voo direto para Paris”.

Quanto aos outros aeroportos, a Companhia de Participações em Concessões, do grupo CCR, levou os outros dois blocos e foi responsável pelo maior lance, de R$ 2,1 bilhões, pelo bloco Sul, composto por nove aeroportos na região sul do país, incluindo os de Curitiba e Foz do Iguaçu, no Paraná.

A oferta equivale ao dobro da segunda proposta, feita pela espanhola Aena, que ofereceu R$ 1,05 bilhão. O bloco teve ainda um terceiro interessado, Infraestrutura Brasil Holding, que ofereceu R$ 300 milhões.

Além de Curitiba e Foz do Iguaçu, o bloco inclui os aeroportos Navegantes (PR), Londrina (PR), Bacacheri (PR), Joinville (SC), Pelotas (RS), Uruguaiana (RS) e Bagé (RS). O contrato prevê investimentos de R$ 2,85 bilhões.

A CCR levou também o bloco Central, com proposta de R$ 754 milhões. Nesse bloco, estão os aeroportos de Goiânia, São Luiz, Teresina, Palmas e Petrolina. Os contratos de concessão leiloados nesta quarta têm duração de 30 anos.

“O apetite do mercado por essas concessões mostra como os projetos de concessões de infraestrutura no país seguem avançando e como os investidores têm confiança no país, mesmo em um cenário de muita dificuldade”, disse o vice-presidente Financeiro, Corporativo e de Relações com Investidores, Daniel Sonder.

Juntos, esses empreendimentos devem atrair mais R$ 84 bilhões e gerar 2,9 milhões de empregos diretos e indiretos. Deste total, o setor  deve concentrar R$ 41,6 bilhões em investimentos, seguido pelos terminais portuários (R$ 32 bilhões).

Com informações da Folhapress