Em protesto, professores da UEA paralisam nesta quarta-feira (14)

Em protesto ao não cumprimento do Plano de Cargos, Carreira e Remunerações (PCCR), os professores da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) decidiram paralisar as atividades acadêmicas, nesta quarta-feira (14). A categoria também reivindica outras perdas salariais acumuladas e reclama da dificuldade de negociação com o Governo do Estado. A decisão foi tomada na última sexta-feira, em Assembleia Geral Extraordinária do SIND-UEA.

Os docentes da UEA se alinham com a mobilização de outros setores do serviço público do Estado que irão paralisar no mesmo dia. A programação está prevista para iniciar às 9h, com concentração na Escola Normal Superior (ENS). Às 10h, o grupo segue para a Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALEAM) onde participa de Audiência Pública que vai discutir as demandas dos docentes. À tarde, às 15h, os professores se concentrarão em frente à sede do Governo do Estado, no bairro da Compensa, para protocolar novo pedido de abertura de negociação – a quarta solicitação somente nesta gestão.

Durante esta terça-feira (13), a diretoria do SIND-UEA estará mobilizando a comunidade acadêmica (alunos, técnicos e outros docentes) para o ato público por meio de panfletagem em todas as unidades da Universidade, esclarecendo os motivos da paralisação.

“Nós convidamos toda a comunidade acadêmica da UEA para juntar-se a nós e reivindicar perdas salariais e a melhoria da infraestrura das unidades, na capital e interior”, convocou Gimima Silva, presidente do SIND-UEA.

Em relação às perdas, os professores reclamam o pagamento do escalonamento programado em Lei para janeiro/2018; o pagamento dos dissídios de 2015, 2016, 2017 e 2018; o pagamento retroativo do escalonamento programado para janeiro de 2017 e de promoções horizontais e verticais concedidas em dezembro de 2017; o pagamento da gratificação de produtividade acadêmica; além das disciplinas ministradas nos cursos de oferta especial.