Em Tefé, prefeito Papi vai gastar R$ 26,4 milhões com combustíveis e derivados de petróleo

papi e posto

Cidadãos de Tefé enviaram ao Radar e-mails indignados com mais uma daquelas “licitações” feitas pelo prefeito do município de Tefé, Jucimar Veloso, o Papi. Os documentos enviados pelos cidadãos de Tefé mostram a contratação de duas empresas, Naverio Navegação do Amazonas – Ltda e M.T Comércio de Combustíveis Ltda – ME, para fornecimento de combustíveis e derivados de petróleo no valor total de R$ 26,4 milhões. A tal licitação, na modalidade Registro de Preço – o Radar já captou ser a modalidade preferida dos prefeitos do interior, como por exemplo, Xinaik Medeiros de Iranduba – foi realizada no dia 28 do mês passado, segundo Diário Oficial do Município – ver documentos no final da matéria.

A Naverio vai receber da Prefeitura de Tefé R$ 12,6 milhões e a M.T Comércio, mais conhecida na cidade como posto Bexigão, ganhará R$ 13,8 milhões. Acontece que o povo de Tefé garante que o Bexigão não tem estrutura para fornecimento de quase todos os produtos indicados no Registro de Preço. “Essa empresa não tem condições nenhuma de fornecer esses produtos, pois vende apenas gasolina, não vende gás, não tem pontão naval. Ela só serve para os interesses escusos do prefeito”, diz um professor de Tefé que é leitor do Radar.

Entre os vários produtos a serem fornecidos pelo Bexigão está 1000 botijas de gás de cozinha de 13kg, 8000 mil cargas de gás de cozinha de 13kg e 4.500 litros de gasolina comum distribuídas através de um pontão naval.

Microempresa

Realmente é, no mínimo estranho, que uma microempresa ou empresa de pequeno porte – significado das duas letras ME que estão no final do nome da empresa M.T. Comércio de Combustíveis – consiga ter estrutura para ganhar uma licitação de mais de R$ 13 milhões.

Também é muito esquisito – pra não dizer coisa pior – o fato do Bexigão atuar nos mais diferentes ramos do comércio, ou seja, fornecer tudo que é tipo de coisa. Imagine que a empresa atua no ramo de construção de edifícios, obras de alvenaria, limpeza em prédios e em domicílios, fotocópias, serviços de comunicação multimídia, lavanderias, educação infantil – pré-escola, serviços de organização de feiras, e (diz que) ainda desenvolve programas de computador, além de vender instrumentos musicais, artigos de papelaria, e presta até serviços de táxi e ainda recupera sucatas. (ver documento da Receita Federal).

“Esse empresário aí faz qualquer negócio pra ganhar dinheiro”, diz o cidadão de Tefé, acrescentando com ares de suspeita: “o Bexigão fica na rua da casa do prefeito”.

Mais caro

E ainda pra lançar mais suspeitas sobre os contratos firmados pelo prefeito Papi para o fornecimento de combustíveis e derivados de petróleo para a prefeitura de Tefé, os preços pagos com dinheiro público são maiores do que os pagos pelos consumidores quando compram direto no mesmo fornecedor contratado pela prefeitura.

“Um litro de gasolina nos postos de Tefé é R$ 4,25 e a prefeitura está pagando R$ 4,78. Por que o preço pago com o nosso dinheiro é mais caro? E se são milhares de litros não deveria baratear ainda mais o preço que o consumidor paga na bomba, ou pelo menos ser o mesmo preço?, questiona um dos cidadãos que passou mensagem para o Radar, desta vez, pelo WahtsApp.

Ele mostra diferença ainda maior dando como exemplo o gás de cozinha. “A carga de gás de 13kg no posto Naverio está saindo a R$ 58,00 e o preço a ser pago pela prefeitura na licitação milionária é de R$ 70,00”, aponta o denunciante, classificando a situação de absurda e uma prova incontestável de que alguém está ganhando com essa negociação.

E essa é apenas mais uma do Papi que já foi capaz de contratar a namorada do filho para um cargo que não existe no organograma administrativo de prefeitura nenhuma, o de “agente político” – deve ser porque ela foi cabo eleitoral nas eleições passada -, já gastou mais de meio milhão com shows musicais em pleno tempo de enchente em que o povo sequer tinha água potável e ainda nesse período, com as escolas fechadas por causa da inundação, gastou quase R$ 700 mil para a compra de mais de 12 mil livros que ninguém sabe pra que serve, um tal de “Avaliações Externas da Prova-Brasil”, comprados da Editora Silva Ltda.

E é por essas e outras, que o Papi não anda lá muito pop com os cidadãos do município que administra. (Any Margareth)

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