Empresa que ia fornecer sopão de peixe em pó para as as escolas do Estado não tem sequer licença sanitária

A empresa Manahh Industria de Produtos Alimentícios que foi contratada – e diz que já foi descontratada – pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) por R$ 4,7 milhões para fornecer sopão de peixe em pó para estudantes da rede pública de Ensino não tem sequer o aval da vigilância sanitária para fabricação do produto.

Documentos aos quais  o Radar teve acesso, como por exemplo  os que aparecem num sistema denominado SIGFÁCIL, relatam a sugestão de indeferimento da licença sanitária porque a CNAE (Classificação Nacional de Atividade Econômica) “não condiz com o mencionado pelo responsável nesse sistema”. Isso leva a crer que a empresa mentiu sobre sua atividade econômica. O mais preocupante nesse relatório é que a a atividade da empresa é descrita como “atividade de alto risco”.

Em outro documento, desta vez denominado “Relatório Técnico de inspeção Sanitária também é sugerida a negação da licença sanitária anual  “pela atividade CNAE mencionada no sistema não ser correspondente à realidade, durante inspeção. (veja relatórios no final da matéria)

Os dados constam em um relatório emitido em 27 de fevereiro deste ano. E mesmo sem licença sanitária, o secretário de Estado de Educação, Luiz Castro, no dia 15 de março,  reempenhou os R$ 4,7 milhões para os pagamentos à empresa Manahh pelo seu sopão de peixe em pó. (Veja o documento no fim da matéria)

Ou seja, a empresa que não tinha licenciamento sanitário, ia distribuir alimentos para as nossas crianças e jovens das escolas de todo o Estado e ainda ia receber milhões da Seduc.

Imaginem a qualidade desse sopão de peixe congelado, sabe-se lá desde quando, que, segundo a empresa, é possível fazer até a multiplicação da comida já que um quilo do pó rende dez litros de sopa que seria servido para nossas crianças.

Pouco pirão, meu prato primeiro não é secretário?

Veja os documentos

Relatório SIGFÁCIL

Relatório Técnico de Inspeção Sanitária

Consulta Alvará de Funcionamento Provisório