Empresária que mandou matar rival por ciúmes, apela até para o STJ mas não consegue Habeas Corpus para ficar em liberdade

acusada

A empresária Marcelaine dos Santos Schumann, 36, mais conhecida por “Elaine”, acusada de ter pago um assassino de aluguel pra matar a estudante de direito Denise Almeida da Silva, 34 anos, já apelou até pra o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) para conseguir um Habeas Corpus e responder ao crime em liberdade quando retornar a Manaus, que seu advogado diz ser na segunda-feira (5). O presidente do Superior Tribunal de Justiça, ministro Francisco Falcão, nesta terça-feira (30/12), indeferiu a liminar em habeas Corpus.

Francisco Falcão, além de denegar a liminar, pediu informações aos Tribunal de Justiça do Amazonas e determinou que na volta seja encaminhado os autos ao Ministério Público Federal, para emissão de parecer.

De acordo com informações do advogado José Bezerra de Araújo, sua cliente Marcelaine, chega ao Brasil na próxima segunda-feira, dia 5 e como ela não conseguiu o habeas corpus no Tribunal de Justiça do Amazonas e no STJ, para quebrar o mandado de prisão preventiva expedido pelo juiz Mauro Antony, da 3ª Vara do Tribunal do Júri, assim que desembarcar em Manaus, acabará presa por policiais da Delegacia de Homicídios e Sequestros, que aguardam a volta da empresária dos Estados Unidos.

 O crime

De acordo com registro na polícia a tentativa de homicídio contra Denise Almeida, ocorreu no dia 12 de novembro, a vítima foi baleada com um tiro quando saia do estacionamento da academia Cheik Clube, localizada nas esquinas das avenidas Ramos Ferreira com a Getúlio Vargas, no Centro de Manaus.

A polícia chegou a Marcelaine, depois da prisão de Rafael Leal do dos Santos, de 25 anos, o “Salsicha”, apontado como o atirador. Ele foi preso na semana passada na casa do avô na cidade de Anori, a 234 km de Manaus.

Rafael teria recebido R$ 3.500 pelo crime. Após ser preso, ele teria confessado a tentativa de homicídio e apontado a participação de outras pessoas no crime: Charles “Mac Donald” Lopes Castelo Branco, de 27 anos, que teria negociado o crime com a mandante, e Karen Arevalo Marques, de 22 anos, que intermediou o aluguel da arma usada no crime.