Empresário apontado pela PF como operador do esquema de corrupção eleitoral do governador já recebeu este ano R$ 12,1 milhões da Seduc

Melo e Rossieli Soares 2O empresário Francisco Sampaio Nunes, mais conhecido pelo apelido de “Chaguinha”, proprietário da empresa Aliança Serviços de Edificações e Transporte Ltda, apontado pela Polícia Federal (PF) como operador de um esquema para “alimentar agentes envolvidos no crime de corrupção eleitoral” que atuaram na campanha à reeleição do governador, já recebeu, somente nesses primeiros quatro meses do ano, R$ 12,1 milhões através da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) do professor Melo. E essa cifra é apenas uma parte do que já está pronto para pagamento já que o Governo do Estado já empenhou R$ 27,3 milhões para pagamento a empresa Aliança, de Chaguinha.

Chaguinha atuou como tesoureiro do partido do governador, o PROS, nas eleições de 2014. Ele aparece em imagens de câmeras de segurança de agências bancárias do Bradesco e Banco do Brasil enchendo bolsas de dinheiro que teria sido retirado das contas bancárias de sua empresa para alimentar o Caixa 2 da campanha à reeleição do governador. Documentos bancários mostram o repasse de cheques e a realização de transferências bancárias feitas por Chaguinha para contas pessoais dos “agentes envolvidos no crime de corrupção eleitoral”, classifica a PF. Entre esses “agentes” estão coronéis da PM que teriam usado o aparato de segurança do Estado na captação ilícita de votos para o governador. Os documentos bancários mostram uma movimentação de R$ 2,3 milhões.

Essas imagens e documentos fazem parte da operação Quintessência, deflagrada em 2014 pela Superintendência da Polícia Federal do Amazonas, através de sua Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado, no período de 15 de setembro a 12 de dezembro, espaço de tempo que abrange as votações de primeiro e segundo turno e logo após as eleições, para monitorar a existência de vários tipos de crimes eleitorais com a participação da cúpula da segurança pública do Estado.

Como foi apurado pelo Radar e estão em documentos publicados na matéria “Investigação da PF: esquema de corrupção eleitoral de Melo tem tesoureiro do PROS, coronéis PM e movimentação de mais de R$ 2,3 milhões”, a empresa Aliança Serviço de Edificações e Transporte Ltda, de propriedade do tesoureiro de campanha do governador, Chaguinha, em pleno ano eleitoral (2014) fechou contrato de mais de R$ 37,9 milhões com a Prefeitura de Artur, correligionário político e apoiador da reeleição do governador à reeleição. Chaguinha recebeu do Governo do Estado um montante de R$ 14,9 milhões, nos meses de julho, agosto, setembro e outubro do ano eleitoral. (Any Margareth) 

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