Empresário apontado pela PF como “patrocinador” do esquema de corrupção eleitoral de Melo recebeu R$ 72,8 milhões da educação

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Tesoureiro do partido do governador, professor José Melo, nas eleições de 2014, o empresário Francisco Sampaio Nunes, mais conhecido como Chaguinha, é proprietário da empresa Aliança Serviços de Edificações e Transportes Ltda. Ele foi apontado pela Polícia Federal (PF) como o responsável por patrocinar um esquema de corrupção eleitoral na campanha à reeleição do governador, em 2014. Nem mesmo esse escândalo de corrupção que tomou conta da mídia em todo o País e fez o governador ser cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE) pelo uso de dinheiro público para a compra de voto, impediu Melo de repassar milhões para a empresa Aliança, recursos oriundos da educação pública.

Apenas meses depois de ser reeleito, começaram os pagamentos milionários do Governo de Melo para a empresa Aliança. Esses pagamentos totalizaram mais de R$ 43 milhões em 2015. Esse ano, não tem sido diferente. Chaguinha já recebeu do Governo do Estado pagamentos que ultrapassam R$ 29,7 milhões. Essas faturas têm sido pagas através da Secretaria de Estado de Educação. Nesses dois anos do seu Governo, Melo já repassou para as contas do empresário recursos no montante de R$ 72,8 milhões.

Na relação de pagamentos feitos pelo Governo do professor Melo não há muita explicação sobre o que teria sido feito pela Aliança para receber tal cifras. Os serviços que teriam sido realizados pela empresa, segundo o Governo do Estado, são descritos de forma resumida como: “Obras em andamento”, “serviços de engenharia” e “serviços de apoio administrativo técnico e operacional” – caro esse apoio, né gente?

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O inquérito 722/2014 da Superintendência da Polícia Federal do Amazonas, autorizado pela Justiça Eleitoral, mostra um esquema de corrupção eleitoral montado para reeleger o governador do Estado, José Melo (PROS), em 2014. As investigações fazem parte da Operação Quintessência e foram realizadas pela Delegacia Regional de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal. O inquérito traz vasta documentação decorrente da quebra de sigilo telefônico e bancário.

A PF diz ter constatado um esquema financeiro de corrupção eleitoral que movimentou mais de 2,3 milhões, com a participação do aparato de segurança pública do Estado. Em imagens de câmeras de segurança de agências bancárias, o tesoureiro do partido do governador (PROS), empresário Francisco Sampaio Nunes, o Chaguinha, aparece escoltado por viaturas da PM, enchendo bolsas com dinheiro que, segundo a polícia, serviria para “alimentar os agentes envolvidos no crime de corrupção eleitoral”, entre eles coronéis da PM. (Any Margareth)

RELATÓRIO DE PAGAMENTOS – ALIANÇA SERVIÇOS 2015

RELATÓRIO DE PAGAMENTOS – ALIANÇA SERVIÇOS 2016