Empresários de Coari denunciam na ALE que instabilidade política ameaça economia do município

entrega de carta na ALEO presidente do Sindicato dos Empresários de Coari, Domicio Rodrigues da Silva, entregou hoje (22) ao deputado Luiz Castro uma carta de repúdio aos crimes de corrupção e pedofilia que causam instabilidade política e econômica no município. O sindicalista denuncia os prejuízos aos comerciantes, construtores e prestadores de serviços: “quem vende ou trabalha não recebe,  quem compra não paga, e o comércio está fechando as portas”.

Domicio afirma que as indefinições sobre a intervenção estadual no município, sobre a manutenção do atual gestor e o não julgamento dos processos contra Adail Pinheiro, estão criando uma onda de incertezas que afeta a economia e prejudica a classe empresarial. “A situação tende a piorar com a  enchente atingindo o município”, comenta o sindicalista.

Na carta, o sindicato afirma que, parte dos magistrados do Amazonas envergonha o povo, devido a morosidade no julgamento dos processos de Adail Pinheiro. Também não poupa deputados estaduais, federais e senadores, que estariam blindando o ex-prefeito de Coari.

A Câmara de Vereadores de Coari também é alvo de críticas, por não fiscalizar o Executivo. “Não fizeram nada, o prefeito continua preso, com vários processos e escândalos noticiados nacionalmente e eles continuam calados”, acusa a carta referindo-se aos 15 vereadores do município.

Da tribuna, o deputado Luiz Castro disse que a carta de repúdio comprova a necessidade do julgamento de Adail Pinheiro pelos crimes de exploração sexual de crianças e adolescentes e desvio de dinheiro público, além de uma medida de prisão definitiva do ex-prefeito.

Castro considerou a situação em Coari cada vez mais vergonhosa. “Precisamos de uma decisão definitiva do Tribunal de Justiça do Amazonas  sobre a intervenção no município. A sociedade coariense espera uma decisão urgente”, salientou.

Para o vice-presidente do Sindicato, Abraim Costa, Coari está afundado em um abismo. “É muito triste, um município tão rico que deveria investir na educação, na saúde e na geração de emprego para os coarienses. Mas o dinheiro some”, lamenta o sindicalista.