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Empresas de recuperação de crédito lesaram mais de 200 pessoas em cerca de R$ 3 milhões, em Manaus

Aproximadamente 200 pessoas com prejuízos que chegam a R$ 3 milhões foram vítimas das empresas HBM Assessoria e CONFIANCE Recuperadora de Crédito, alvo de ação cautelar movida pela 1ª Defensoria Pública Especializada em Atendimento de Interesses Coletivos (DPEAIC) da Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM).

Os dados foram apresentados nesta terça-feira pelo responsável pelo DPEACI, defensor público Diêgo Castro. Ele alertou que outras pessoas que estiverem nessa situação podem procurar o órgão até a fase de liquidação do processo na Justiça.

Segundo o defensor público, já houve o bloqueio de R$ 918.000,00 em dinheiro e bens, mas como o objetivo é buscar o maior volume de recursos para quitar o que eles receberam das vítimas, nada impede que a ação de tutela provisória cautelar faça novos bloqueios de valores identificados nos nomes deles.

“As empresas anunciavam serviço de revisão do financiamento de veículos dos consumidores para fins de redução dos juros dos financiamentos. Faziam com que o valor das parcelas fossem pagos a ela e não à instituição financiadora do veículo, gerando o inadimplementos das vítimas perante a instituição financiadora, o que ocasionava a busca e apreensão dos veículos dos seus clientes e muitos prejuízos”, explicou o defensor público Diêgo Castro .

Além do mais cobravam valores para isso e, no entanto, a prestação de serviço não ocorria. Atualmente, a Defensoria Pública já ajuizou o processo principal para que possa ser discutida a responsabilidade cível pelos prejuízos aos consumidores.

Segundo a DPE, encontra-se em fase de judicialização o processo principal para que possa ser discutida a responsabilidade cível pelos prejuízos aos consumidores. A DPEAIC busca, ainda, junto às instituições bancárias estudar a possibilidade de repactuação dos “financiamentos” dos veículos, mas para ambas as situações não há atribuição de prazo.

Entenda a ação

A tutela provisória de urgência cautelar ajuizada pela DPEAIC foi distribuída para a 17ª Vara Cível e de Acidentes de Trabalho, no Fórum Ministro Henoch Reis.

Como já existem provas para embasar a demanda, não há necessidade de recebimento de documentos, cadastro ou elaboração de listagem de consumidores lesados. Isso só deve acontecer futuramente, quando todos os interessados deverão ser chamados para apresentar a documentação necessária para habilitação na ação coletiva e posterior recebimento de indenização se a ação for julgada procedente.

O defensor público explicou que algumas vítimas que quitaram o débito com o banco para limpar o nome, mesmo tendo pago para as empresas, poderão ser ressarcidas tanto dos valores. “Quem estiver nessa situação pode procurar a 1ª Defensoria Pública Especializada em Atendimento de Interesses Coletivos (DPEAIC), a qualquer momento, para se beneficiarem da ação coletiva”, explicou .

A DPEAIC está localizada na rua 24 de Maio, 321, Centro, com atendimento no horário de 8h às 14hs.

Com informações da assessoria de comunicação da DPE-AM.