Enquanto capitais cancelam festas de Réveillon, Prefeitura de Manaus ainda estuda realização do evento

O Réveillon é realizado pela Prefeitura de Manaus e terá o cantor Luan Santana como atração nacional, contratado por R$ 600 mil

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Foto: Thais Waughan / Manauscult

Ao menos dez capitais brasileiras como Belo Horizonte, Salvador e Fortaleza decidiram cancelar o Réveillon devido à variante Ômicron, do novo coronavírus, que segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), é preocupante e apresenta um risco global muito alto. E com isso, ficou o questionamento se Manaus vai manter a festa de fim de ano na Ponta Negra, zona Oeste da capital.

Nessa segunda-feira (29), durante entrevista coletiva no Palácio do Planalto, em Brasília, o prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), afirmou que até o dia 12 de dezembro vai decidir se mantém a festa. Vale ressaltar que a capital amazonense foi uma das cidades que mais sofreu com a pandemia da Covid-19.

“Nós já temos a contratação de um evento para o Réveillon, mas estamos analisando a possibilidade da liberação ou não do Réveillon e também do Carnaval na nossa cidade”, disse o prefeito.

Entretanto, a declaração do prefeito causa estranheza, tendo em vista que a Manauscult iniciou uma seleção, na forma de Chamada Pública, para a eventual autorização de uso de espaço público para operação de vendas de bebidas, inclusive alcoólica e alimentos durante o Réveillon.

Segundo a Manauscult, poderão participar deste certame apenas pessoas jurídicas especializadas em eventos e com experiência comprovada, por meio de inscrição protocolizada até o dia 13 de dezembro.

Ainda na coletiva, o prefeito de Manaus falou que, apesar do evento estar contratado e parcialmente pago, não haverá problemas em adiá-lo para uma data posterior, caso seja necessário cancelar em virtude da pandemia.

Justiça

Recentemente, o Radar Amazônico noticiou que o vereador Rodrigo Guedes (PSC) entrou com uma ação na Justiça para impedir a realização do Réveillon, que terá o show do cantor Luan Santana, promovido pela Prefeitura Municipal de Manaus, como atração principal.

Na ação, o parlamentar explicou que o valor pago pelo show do cantor nacional, R$ 600 mil, é praticamente o dobro do que é geralmente pago e questionou o motivo disso.

“Não só a cidade de Manaus, como o mundo todo, vem sofrendo ao longo de mais de um ano com os efeitos devastadores causados pela pandemia COVID-19 e suas variantes, ressaltando que não houve festa no final do ano passado. Agora nesse final de ano corremos o risco com uma nova variante mais potente, além de uma nova onda já chegando a diversos países. Precisamos resguardar a população e garantir que esse dinheiro seja investido onde realmente precisa. Além disso, Manaus está abandonada e certamente gastar R$ 10 milhões em uma festa de Réveillon não é investir o dinheiro público de forma adequada”, ressaltou o parlamentar.