“Enquanto fecha unidades de saúde, Governo gasta milhões em contratos superfaturados para obras fantasmas”, denuncia deputada

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A crise na saúde pública do Amazonas foi tema de intensos debates na Assembleia Legislativa nesta quarta-feira, 25 de maio. Enquanto a base de apoio do governador José Melo (Pros) minimizou as duras medidas anunciadas, que incluem o fechamento de unidades de saúde, a deputada estadual Alessandra Campêlo (PMDB) subiu o tom da defesa pela manutenção dos serviços nos SPAs, maternidades e outras unidades atingidas pelos cortes.

“É importante ressaltar que a população está contra (as medidas), as pessoas estão indignadas e não apenas os deputados da oposição. Ontem foram quatro manifestações e hoje está acontecendo outra na área do SPA Joventina Dias (Compensa). O Governo precisa rever essa infeliz decisão de fechar unidades de saúde”, afirmou Alessandra.

A deputada reconheceu que a crise econômica e política resultaram também em diminuição nos repasses federais ao Estado na área de saúde. Entretanto, Alessandra sugeriu que o Executivo corte em outras áreas, como nas verbas para publicidade que já ultrapassam R$ 30 milhões de gastos este ano. A parlamentar também criticou o Governo pelo desperdício de dinheiro público em contratos aditivados ou com suspeitas de corrupção, como é o caso da Cidade Universitária (Iranduba) – R$ 90 milhões gastos num canteiro de obras fantasma.

“Nesse momento, me uno ao povo do Amazonas na luta contra o caos que o Governo instalou no sistema de saúde do Estado. A população está nas ruas pedindo respeito e o cumprimento de um direito constitucional básico. A crise econômica é um fato, mas não se pode penalizar as pessoas cortando os serviços de saúde e fechando unidades que já funcionavam de forma precária”, publicou a deputada em sua página na rede social Facebook.

De acordo com a Secretaria de Estado da Saúde, os Centros de Atenção Integral à Criança e ao Adolescente (Caics) virarão Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e alguns Serviços de Pronto Atendimento (SPAs), bem como algumas Policlínicas da cidade, terão as atividades suspensas.

“Lamentável esse retrocesso, pois enquanto o Governo diz que não tem dinheiro, toda semana tenho denunciado contratos superfaturados para obras fantasmas. Tem dinheiro sim, portanto, é questão de bom senso e prioridade manter os serviços de saúde”, disse Alessandra.

A deputada afirmou que vai acionar o Ministério Público Estadual e o Ministério Público Federal contra as medidas anunciadas pelo Governo.