Enquanto mais uma escola da Prefeitura fica sem merenda escolar, ação no TCE e MPE continua sem resposta

merenda escolar

Pais de crianças que estudam nas escolas do município continuam enviando aos veículos de comunicação local – mas tem gente que não publicou uma linha – mensagens com sua revolta (uns beiram o desespero) por causa da falta de merenda escolar nas unidades de ensino mantidas pela Prefeitura de Manaus. Mais uma escola, desta vez o Centro Municipal de Educação Infantil Professor Paulinho de Brito, no bairro de Flores, Zona Centro-Zul de Manaus, suspendeu o almoço para as crianças de 04 a 6 anos, conforme aviso fixado na porta da escola e também entregue aos pais dos alunos. Isso está acontecendo há meses e a situação só vem se agravando. Para que alguma providência fosse tomada, parlamentares do PT, como o vereador Prof. Bibiano entraram com ação de investigação no Tribunal de Contas do Estado (TCE) e no Ministério Público do Estado (MPE) solicitando que os órgãos fiscalizadores da administração pública verifiquem o que está ocorrendo, e que destinação foi dada aos R$ 23 milhões de repasse do Governo Federal para este ano – e o prefeito diz que tudo é culpa da Dilma -, recurso destinado exclusivamente para o Programa de Alimentação Escolar.

Os pais denunciam ainda que, ao contrário da propaganda feita pela Prefeitura de Manaus, alardeando “o maior programa de alimentação escolar do País”, ou as principais refeições das crianças foram cortadas, como por exemplo almoço e café da manhã, ou as crianças são obrigadas a comerem o que ainda tem, alimentos pobres em vitaminas e proteínas, e ricos apenas em carboidratos como arroz e macarrão. O peixe e o frango, por exemplo, sumiram da alimentação das crianças. E, enquanto o prefeito de Manaus, Artur Neto, vai vendendo em sua propaganda oficial a imagem de “uma cidade encantada” que ele disse ter sido vista pelos turistas que vieram a Manaus para a Copa, crianças passam fome nas escolas da Manaus que é real, sem nenhum encantamento.

E o mais revoltante, como dizem os próprios pais dessas crianças, é que a Secretaria Municipal de Educação (Semed) e seu secretário Humberto Michiles – aquele que é ex tudo, deputado estadual, federal, prefeito de Maués e eterno assessor de Alfredo Nascimento – é que a justificativa para as crianças estarem passando fome são problemas burocráticos e judiciais referentes à licitação para a compra de merenda escolar. Mas, é só ler o Diário Oficial do Município para dar de cara com dispensas de licitação que vão desde a contratação de bandas para festas da prefeitura, passando por eventos da secretaria de Esportes, até a compra de ingresso para os “notáveis” do reizinho Artur curtirem os jogos da Copa.

Sem contar que o filho do prefeito, deputado Artur Bisneto, informou ao Tribunal Regional Eleitoral (TRE), um limite de gastos de até R$ 6 milhões em sua campanha para deputado federal. E aí o Radar, servindo de porta-voz para a revolta dos pais das crianças sem merenda escolar, pergunta: Será que esses mesmos doadores de campanha do filho do prefeito Artur Neto não podiam fazer uma doação em favor das crianças da nossa cidade que estão passando fome nas escolas? E, olha, que nem precisava ser dos mesmos R$ 6 milhões que devem ser gastos na campanha do filho do prefeito, bastando apenas um pouco desse dinheiro até que a Prefeitura resolva suas pendengas burocráticas pra fazer uma licitação, não é mesmo gente? (Any Margareth)