Enquanto Melo faz lambança sobre desenvolvimento sustentável, reservas ambientais estão abandonadas

Enquanto o governador “professor” José Melo continua fazendo as suas lambanças de Matriz Econômica Ambiental, desenvolvimento sustentável e mais um monte de lero lero e nhem nhem nhem, cerca de 20 mil pessoas residentes nas Reservas de Mamirauá e Amanã estariam abandonadas a própria sorte, sofrendo com a ausência do Poder Público, Segundo os moradores dessas reservas, a pesca ilegal do pirarucu e do tambaqui é um dos problemas. Representantes comunitários apresentaram hoje (4) uma pauta de reivindicações ao deputado estadual Luiz Castro (Rede), na Assembleia Legislativa (Aleam).

Quatro dos 24 agentes da Associação dos Agentes Ambientais Voluntários (AAV) das Reservas de Desenvolvimento Sustentável (RDS) de Mamirauá e Amanã estiveram reunidos com Luiz Castro, que preside a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Caama).

“Como a segurança é mínima nas Reservas, é frequente a invasão de áreas protegidas, especialmente das espécies protegidas no defeso, o comércio e captura de carne de caça e de quelônios e o uso sem controle da floresta. Iremos acionar novamente os órgãos responsáveis para que possam agir de forma correta nas RDS”, salientou Luiz Castro.

O parlamentar assinalou que irá levar as demandas para o Instituto de Proteção Ambiental do Estado do Amazonas (Ipaam), o Ibama e o Batalhão Ambiental. Segundo o deputado, o Poder Público deve acompanhar as atividades e auxiliar os agentes ambientais voluntários na preservação da Reserva.

Mais demandas

Lázaro Alcimar – presidente da AAV -, Noé Parente da Paz, Luiz Sérgio dos Reis e Munis da Silva Araújo apontaram 15 problemas na região da RDS. Na saúde, os moradores precisam deslocar-se para as sedes dos municípios; sobre educação, eles têm acesso à escola até à 5ª série do Ensino Fundamental.

De acordo com Munis Araújo, o apoio à fiscalização é uma das mais importantes demandas dos moradores. Os agentes constataram uso de embarcações pesqueiras sem documentação, o abate de botos e jacarés para serem usados como isca. Em alguns momentos, os invasores chegam a assumir posturas violentas.

“Protegemos e utilizamos os recursos de forma manejada e sustentável, porém vemos até o roubo de alevinos de aruanã, entre dezembro a maio. Nada disso é correto ou a favor da Lei e do Meio Ambiente, mas nós continuamos a preservar. Por isso, solicitamos apoio do Poder Público para que possamos ter qualidade de vida”, finalizou.

As Reservas de Mamirauá e Amanã estão nos municípios de Alvarães, Maraã e Uarini.

Com informações da Assessoria de Comunicação do deputado Luiz Castro