Enquanto na publicidade de Amazonino finanças do Estado estão equilibradas, Wilson aponta déficit de R$ 1 bilhão


 “A propaganda é a alma do negócio”. A frase muito usada por publicitários caiu como uma luva nesse fim do Governo de Amazonino Mendes (PDT). 

Muita propaganda, onde tudo está muito bem, o Estado está com as finanças equilibradas, não há filas na Saúde, as obras estão a pleno vapor em todo interior, mas a realidade é outra!

Enquanto o Governo gasta pelo menos R$ 34,3 milhões com publicidade via Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) para divulgar aos quatros cantos que as finanças públicas estão equilibradas, que os salários dos servidores estavam defasados e agora estão atualizadíssimos, sem risco de atrasos ou dívidas que pesam na balança econômica, os dados levantados pela Comissão de Transição do governador eleito apontam para uma realidade muito diferente: há um déficit nas contas públicas de pelo menos R$ 1 bilhão.

Não precisa de muita análise para chegarmos a conclusão que o Governo fechará o ano com as contas no vermelho, com gastos exorbitantes – como os com publicidade nos quais foram pagos R$ 34, milhões, sendo R$ 31,7 milhões deste exercício e R$ 2,6 milhões do exercício anterior,  sem contar com pelo menos R$ 9,1 milhões que estão empenhados e ainda não foram pagos.

As informações estão todas no Portal da Transparência do Governo e são de acesso público. Os dados numéricos mostram que a atual gestão do Estado tentar maquiar uma realidade cinza com publicidade na televisão e no rádio. Mas, a realidade é algo impossível de se esconder. A população está nas ruas e sente, na pele, que os “feitos” da propaganda do Governo não se efetivaram na prática.

Ao contrário do que tenta dizer o Governo nas publicidades institucionais, os gastos com a máquina pública não estão sobre controle, a folha de pagamentos está inchada; os salários dos servidores da Saúde não estão sendo pagos em dia; há atraso em obras e há um descontrole nos gastos públicos evidenciados por técnicos da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) que dizem temer até uma crise semelhante a que assolou o Rio de Janeiro.

Pelo visto, o único cenário em que o Amazonas aparece muito bem é na publicidade do Governo.