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Enquanto obra da Cidade Universitária cai aos pedaços, ETAM recebe R$ 4,3 milhões do Governo

Indo até o local onde deveria existir a Cidade Universitária da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), no município de Iranduba, se entende porque aquele projeto é chamado de “obra fantasma”. As fundições da Cidade Universitária estão caindo aos pedaços, literalmente falando. E o que se vê contrasta com a realidade dos milhões que foram gastos ali e continuam sendo retirados dos cofres públicos. Nos meses de outubro e dezembro de 2017, na gestão de Amazonino Mendes (PDT) a construtora responsável pela obra, a Etam, já recebeu quase R$ 4,3 milhões, de acordo com informações que estão no site Transparência do Governo. Os trabalhos que iniciaram em 2014 já deveriam ter sido concluídos há dois anos.

A equipe do Radar esteve na chamada “Cidade Universitária” e constatou que nem a Etam, nem outra empresa, se encontrava no local realizando qualquer serviço de construção.

 

As fundições da obra estão enferrujadas, há goteira pra todo lado, o chão está tomado pelo barro e pelo lodo. Não há nenhum operário trabalhando no local, o único movimento nas obras era de uma cadelinha que vive naquela área, e que foi batizada com o nome de “estudante”.

De acordo com uma das pessoas que estava trabalhando nas proximidades do Campus, há um ano o Governo não manda nem mesmo um fiscal para averiguar o terreno que já teve até o cercado de alumínio roubado e que está com as estruturas de base ainda por fazer.

O projeto do Campus prevê um Hospital Universitário, Vila Olímpica, Vila Agrícola e um Centro Tecnológico, além de outros espaços destinados à iniciativa privada, definidos por meio de Plano Diretor para implantação de empreendimentos habitacionais, comerciais e de serviços. No entanto, o que se tem no local é apenas um emaranhado de ferro, madeira e cimento, sendo destruído pelo tempo, que poderia estar servindo há milhares de estudantes do Estado.