Enquanto ruas de Coari afundam com tanto buraco, prefeito em exercício usa máquinas da Prefeitura para construir suas mansões

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Enquanto os moradores de Coari vivem em ruas que estão afundando de tantas crateras no asfalto e são obrigados a viverem, literalmente falando, atolados na lama, as máquinas da Prefeitura de Coari estão sendo usadas nos terrenos em que o prefeito em exercício do município, o irmão redentorista afastado da igreja, Igson Monteiro, comprou casarões e está transformando em mansões. E como em Coari é quase regra geral os político viverem à custa do dinheiro do povo – cada um fica com uma parte -, as máquinas foram alugadas pela Prefeitura, pelo valor de R$ 515 mil, da empresa S.Z.M. Bonfim – ME, de propriedade de Sebastião Zenilson Menezes Bonfim, irmão do presidente da Câmara Municipal de Coari, Adenilson Menezes Bonfim, mais conhecido pelo nome político de Dêca. No dia 12 de abril, o Radar publicou a matéria sobre a contratação pela Prefeitura de Coari da empresa do irmão do presidente da Câmara, onde está escrito no Diário Oficial: “contração de empresa para locação de máquinas pesadas, caminhões, caçambas e equipamentos para terraplanagem para atender as necessidades da secretaria de Obras do município (Semosp)”. Em outra matéria, postada no dia 03 de dezembro do ano passado, o Radar mostrou que essa mesma empresa (S.Z.M. Bonfim – ME) do irmão do presidente da Câmara, o Dêca, chegou a faturar R$ 1,5 milhão no ano passado, também com o aluguel de máquinas pesadas para a Prefeitura.

E ao invés do uso dessas máquinas em obras públicas, elas estão a serviço das obras particulares do prefeito em exercício, Igson Monteiro, que como o Radar mostrou em matéria do dia 08 de maio, em um ano como vice-prefeito, e há quatro meses como prefeito em exercício de Coari, já amealhou uma “pequena fortuna” em imóveis, numa lista que inclui casas, casarões e até prédios. Relembrando as propriedades compradas pelo irmão redentorista afastado que antes morava de favor na chamada “Casa dos Padres”, dependências de propriedade da igreja de Coari, em um desses imóveis funciona um hotel, o LH Centro (foto 1), na rua 5 de Setembro, que está alugado para a própria Prefeitura, servindo como moradia para os policiais transferidos para o município. Ou seja, o prefeito em exercício compra o imóvel (nem precisa dizer com que dinheiro, não é mesmo?) e depois paga pra ele mesmo com dinheiro público, já que o prédio está alugado pela Prefeitura.

foto 1

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Em outro prédio (foto 2), também comprado por Igson Monteiro, aconteceria a mesma coisa. Ele é alugado para a prefeitura de Coari, e no local funciona a Secretaria de Desenvolvimento Social (antiga Ação Social) que fica na Estrada do Contorno, bairro Duque de Caxias.  Logo que assumiu o cargo de vice-prefeito, Igson Monteiro, comprou uma casa no bairro Tauá-Mirim (foto 3) onde passou a morar. Nesse imóvel, quem está morando agora, é um de seus irmão porque o prefeito em exercício já se mudou para mais um dos imóveis que comprou, um belo casarão, no bairro Nazaré Pinheiro (foto 4) – a foto onde aparecem máquinas da prefeitura trabalhando são de obras nessa propriedade. .

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foto 3

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foto 4

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E o “bom cristão” irmão redentorista Igson Monteiro não deixou mais um de seus irmãos sem ter onde morar e comprou uma belíssima casa (foto 5), antiga residência do ex-vereador Alfredo Reis, localizada no bairro Itamarati. E, pelo jeito, deve ter achado pouco para o prefeito em exercício do município mais rico do interior do Estado, ter apenas uma casa como residência oficial, e comprou foi logo três imóveis num imenso terreno a perder de vista no bairro Nazaré Pinheiro, aquela propriedade que citamos anteriormente anterior onde estão os tratores da prefeitura (fotos 6 e 7).

Foto 5

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Foto 6

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Foto 7

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Incomodado

Agora está explicado porque o prefeito em exercício de Coari, o irmão redentorista afastado da igreja Igson Monteiro, está tão incomodado com a quebra do sigilo bancário aprovada pela CPI que investiga o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes no Amazonas, e que quer saber se são verdadeiros os documentos que chegaram a até a comissão, apontando o desvio de recursos públicos das contas de Coari para o pagamento dos advogados de defesa particulares do prefeito Adail Pinheiro, Francisco Balieiro e Clicia Figueiredo, esta última fazia serviços para Adail e ocupava cargo de confiança no Tribunal de Justiça do Amazonas – providencial não é mesmo?  Em resposta à decisão da CPI, Igson Monteiro, ao invés de provar que as acusações não são verdadeiras, fez foi entrar com processo na Justiça, acusando os parlamentares de ilegalmente terem investigado as contas da Prefeitura – é quase inacreditável uma coisa dessas, não é mesmo?

Mas, dizem fontes do Radar, que os motivos para o prefeito em exercício andar tão incomodado com uma possível quebra de sigilo bancário, é que além de assumir as broncas do aliado preso Adail Pinheiro, cometendo crime de desvio de recursos públicos e improbidade administrativa ao pagar dívidas particulares com dinheiro público, também pode ser descoberto de onde Igson Monteiro tira dinheiro pra comprar tantos imóveis, além do pagamento de aluguéis para si próprio. Isso o deixaria em situação ainda mais complicada. E enquanto isso tudo acontece, o povo de Coari sofre com a ausência de um simples serviço de recapeamento de rua. E pela milésima vez, o Radar pergunta: onde está mesmo o promotor do Ministério Público de Coari? (Any Margareth)