Enquanto secretários ganham o dobro, funcionários do “Barco Pai” levam calote em salário e rescisão

 

Enquanto os secretários de Amazonino Mendes vão passar a receber agora mais que o dobro de salário, o mesmo que R$ 27,5 mil, chegou ao Radar denúncia feita por cerca de 80 ex-funcionários do Projeto Barco Pai, da Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), terceirizados pela Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico e Social (Aades), dando conta de que esses servidores foram demitidos e até agora não tiveram sequer direito ao salário e a rescisão contratual – logo na secretaria de Justiça e Cidadania, tá meu povo!

De acordo com um dos funcionários, que preferiu não ter o nome revelado com medo de represálias, cerca de 80 servidores do “Barco Pai” foram dispensados no dia 29 de março de 2018.

Segundo ele, a secretária que responde pela Aades, Ana Paula Machado Andrade de Aguiar, chamou os trabalhadores dispensados e disse a eles que receberiam os salários com multa por conta do atraso, e as rescisões até essa sexta-feira (6). Mas isso não aconteceu.

Conforme as informações que chegaram ao Radar, a secretária comunicou aos dispensados que em uma reunião entre a Sejusc e Aades, ficou definido que haveria R$ 1 milhão disponível para a realização dos pagamentos.

“Todos saíram da reunião tristes pelas demissões, mas até confiantes em receber os seus direitos trabalhistas e salários”, disse um dos ex-funcionários do projeto Barco Pai.

O funcionário também contou que uma mensagem, em nome da administração da Agência, postada em um grupo de WhatsApp, pelo gestor de Projetos da Aades, José Licínio, informava que o pagamento seria feito na semana passada. (Ver prints no final da matéria)

“Vários pais e mães de família agora desempregados à espera de seus direitos, e a Sejusc e Agência de Governo brincam com os mesmos e não falam a verdade. Pessoas doentes precisando fazerem exames particulares e a Aades não sabe a data correta (do pagamento)”, denunciou.

Desde ontem, a equipe do Radar enviou um e-mail para a Secretaria Estadual de Comunicação (Secom) questionando a situação, mas até agora não houve resposta. Na manhã dessa quarta-feira (11), voltamos a entrar em contato com a Secom, mas a informação que nos foi passada é de que ‘apenas’ a assessora Cristiane Mota responde pelas demandas da secretaria e que a mesma estaria em reunião. Em resumo, ficaram fazendo o jogo do empurra, enrola e nada acontece.