Ensinando a “política do ódio”

prefeito cachorro

A rapaziada aqui do Radar decidiu, democraticamente, não postar o vídeo porque, sinceramente, essas imagens afrontam a sanidade mental e emocional de qualquer um. Ver animais amarrados pelo pescoço, sendo estrangulados, amontoados em canoas, apresentando diversos ferimentos, ou jogados no rio para uma morte lenta e dolorosa por afogamento, enche a alma de revolta e o coração de raiva de qualquer pessoa que tenha um mínimo de sentimento. E, isso não faz bem pra ninguém, não é mesmo? Nem a nós mesmos, nem aos nossos amigos do Radar, gente que se nega a ser “tocado” pela mão da estupidez humana. Mas, uma coisa não deixaremos de fazer! Vamos escrever sobre o fato, e se preciso for, repetiremos mil vezes, o nome desse prefeito da cidade de Santa Cruz do Arari, no arquipélado de Marajó, no Pará, um tal de Marcelo Pamplona, do PT, q ue teria posto o povo de sua cidade a caça dos animais, e ainda prometendo pagamento de R$ 5 reais pelo cachorro, e R$ 10 reais pela cadela, sem se preocupar de que forma esses animais seriam capturados, se na hora da “caça”, não seriam vítimas da crueldade de seres pouco humanos, crueldade que esse prefeito (vamos repetir o nome dele, Marcelo Pamplona) chama de “excessos”. Dá até vontade de cometer esses mesmos “excessos” com ele, mas aqui no Radar somos contra qualquer tipo de violência ou crueldade, nem que seja com “bichos peçonhentos” da espécie do Sr. Marcelo Pamplona (repetindo o nome mais uma vez). E, detalhe sórdido ainda pior nessa história é ver, um cachorro sendo esganado numa ponta da corda e a outra ponta sendo segura por uma criança que ri, como se aquela fosse a situação mais normal do mundo. Além das ações abertas pela Delegacia de Meio Ambiente e pelo Ministério Público do Estado, deveria haver algum processo possível (acho que não existe mais deveria) para este tal de Marcelo Pamplona (já gravou o nome?) sofrer alguma punição por ensinar a “política do ódio” para as crianças de sua cidade.

Bichos sujos

E, leiam parte da argumentação utilizada pelo gestor de Santa Cruz do Arari (PA), Marcelo Pamplona, para justificar a caçada aos cães que ele ordenou: “Esses bichos causam uma enorme sujeira, defecam nas ruas, e transmitem doenças. Algumas pessoas são atacadas por eles”. Mas, qual a explicação para um gestor público não buscar alternativas, como por exemplo, criar um local onde eles possam viver, um abrigo afastado da cidade, com um mínimo de infraestrutura. Ter utilizado a castração para evitar que as cadelas continuassem procriando, e nos casos de animais com doenças irreversíveis, o cão ser sacrificado, mas não da forma cruel como esses animais foram mortos. Tenho certeza, que caso este senhor (Marcelo Pamplona) fizesse uma campanha em nível nacional, tivesse buscado apoio da sociedade para dar um tratamento mais humano a esses animais, nosso povo, com o imenso coração que tem, teria se unido para ajudá-lo. Nesse caso, ele teria o respeito e a consideração de todos os cidadãos desse país. Mas, pelo jeito, optou por fazer sujeira pior, do que aquela que ele (Marcelo Pamplona) acusa os cachorros de fazerem, transmitir uma doença pior que a raiva canina, o ódio humano, porque ensina a atacar cães sob a justificativa que eles atacam pessoas. Só que esqueceu que cachorros são animais irracionais, ou será que no caso dele é o contrário?

Município de Miséria

E, veja como o tal prefeito Marcelo Pamplona define a cidade que administra: “Santa Cruz é um município de miséria e abandonado pelo governo. Temos um IDH baixíssimo. E não é só aqui, mas toda a região do Marajó que sofre com a pobreza e o esquecimento”, declarou. Pelo jeito, ele não aprendeu que a pior miséria é a mental e espiritual. E, com seu grau de competência parece, infelizmente, que ele é o menos indicado para desenvolver o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) daquele povo já que pelo menos no que se refere a “humano” este senhor não é referencial pra ninguém.