Escola particular de Manaus divulga cartilha homofóbica com campanha de oração para proteger alunos do “homossexualismo”

A campanha de oração se tornou alvo de críticas nas redes sociais

Foto: Reprodução / Redes Sociais

A escola particular Instituto Batista Ida Nelson (Ibin) que fica no bairro Adrianópolis, zona centro-sul de Manaus, se tornou alvo de críticas, ao publicar em seu site oficial uma cartilha de “30 dias de Oração pelo Brasil”. A instituição pontuou 14 tópicos que fossem colocados nessa campanha, porém o que mais chamou a atenção dos internautas, foi o pedido de oração para que “os filhos não sejam presas fáceis do homossexualismo devido à militância ideológica de nossos dias”.

A posição homofóbica da instituição, logo virou tema de discussão nas redes sociais.

“As escolas cristãs rezam a mesma cartilha; combatem todo tipo de diversidade sexual, cultural, ideológica e política. Se você não for iguais às eles, são inimigos deles. O Ibin está sendo o primeiro, já já os outros vão se manifestar dando apoio, se duvidar até o Jair de Brasília”, disse uma seguidora.

Um ex-aluno do colégio comentou nas redes sociais:

“Tenho vergonha também de ter estudado nessa escola, lembro que na época da diretora … já existia lésbica e gay e acredito que não alterou nada a imagem pública da escola e nem as dos alunos. Como se o homossexualismo surgisse agora no Brasil”, relatou.

“Eu estudei aí. Lembro que me mandaram três vezes para psicóloga e ela falava que eu “não podia desistir dos planos de Deus para mim e que se eu orasse muito tudo ia ficar bem”. Faço terapia hoje e é muitas das minhas pautas, saudades não há”, explicou outro ex-aluno do colégio.

A todo momento, vários relatos de ex-alunos da instituição começaram a surgir nas redes sociais e revelam uma possível doutrinação homofóbica na escola.

“Passei uma situação igual no ensino médio la! Me chamaram na sala da coordenador e ela veio me questionar sobre o assunto. Eu apenas mandei ela cuidar da vida dela, porque quem pagava o salário dela era eu”, relatou o ex-aluno.

O Radar Amazônico entrou em contato com a Instituição para saber qual o posicionamento do Ibin diante das críticas, a reportagem questionou também, como a instituição lida para combater o bullying e o preconceito contra alunos homossexuais dentro do ambiente escolar, mas até a publicação desta matéria não obteve resposta.

Confira a publicação feita no site oficial do Instituto Batista Ida Nelson: