Escolas e postos de saúde do Amazonas começam a alagar por conta da cheia dos rios no Amazonas

A estimativa é de que 14 comunidades sejam afetadas, principalmente as que estão localizadas à margem esquerda do rio, ainda dentro do perímetro de Manaus

Foto: Divulgação

Áreas rurais banhadas pelo Rio Amazonas, na região metropolitana de Manaus, começaram a sentir o impacto da cheia deste ano. Algumas escolas e postos de saúde da área rural já foram prejudicados diretamente pela subida das águas, alterando a rotina dos moradores desses locais, assim como o abastecimento de água, uma vez que grande parte das comunidades utilizam poços artesianos e, no momento, todos eles já foram afetados pela cheia.

Segundo o secretário executivo da Defesa Civil Municipal, coronel Fernando Junior, a expectativa é de que em breve seja decretada situação de emergência. “Nós verificamos in loco como está a situação da parte rural de Manaus que é banhada pelo rio Amazonas e pudemos perceber a necessidade de coletar o máximo de dados possíveis para decretar situação de emergência, uma vez que os serviços essenciais foram afetados em algumas comunidades, tornando a situação crítica”.

Uma vistoria foi realiza pela Secretaria Municipal de Segurança Pública e Defesa Social (Semseg), nesse sábado (7), nas áreas rurais da capital, que são diretamente impactadas pela cheia, para monitorar a subida dos rios e preparar a execução do Plano de Contingência da Operação Cheia 2022 nas comunidades ribeirinhas.

A vistoria faz parte da fase de preparação para resposta ao desastre de enchente do rio Amazonas. A estimativa é de que 14 comunidades sejam afetadas, principalmente as que estão localizadas à margem esquerda do rio, ainda dentro do perímetro de Manaus. A equipe da Defesa Civil municipal foi até a fronteira do município com Itacoatiara e conversou com moradores e líderes comunitários desses locais e perceberam a necessidade de se trabalhar com o sistema S2ID que é o relatório de identificação de desastres.