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Especialistas advertem: o transporte público das cidades brasileiras faz mal a saúde

A Agência Brasil, após levantamento feito junto a especialistas e ter consultado integrantes do Movimento Passe Livre, divulgou informações de que “os efeitos negativos de um transporte público caro e de má qualidade não estão restritos às questões da mobilidade urbana”. Segundo a agência, a mobilidade urbana está diretamente relacionada à qualidade de vida, além de ser um dos maiores causadores de estresse na vida das pessoas. O levantamento demonstra que a maratona diária dos cidadãos brasileiros em horas de espera num ponto de ônibus, provocando ansiedade pelo atraso nos compromissos diários, como por exemplo, no trabalho, ou horas em pé num ônibus superlotado, sujo, quente, onde se está exposto a furtos, assédios e assaltos, além do tratamento desrespeitoso de motoristas e cobradores, são causadores de problemas psicológicos que, vão se agravando com o tempo, se transformando em sérios male s físicos. Pessoas consultadas definiram usar o transporte público como “uma tortura” e demonstraram que o estresse já começa quando saem de casa e pensam que no que vão enfrentar no sistema de transporte coletivo. Sabedores desses fatos, fica mais do que compreensível entender a indignação com o transporte público que as pessoas demonstraram nas manifestações. E ainda teve gente – e o pior é que até jornalista – falando de atos públicos feitos por causa de reajuste de centavos da tarifa de ônibus. É muita falta de senso!

É de enlouquecer

E como não ficar doente com tamanha humilhação e desrespeito. O motorista da linha 444 que faz a rota do bairro Nova Cidade estava dirigindo em alta velocidade – como sempre estão apressados para terminar cedo a rota- e um idoso de 70 anos solicitou que ele reduzisse a velocidade. Pois o mal educado e prepotente motorista ao invés de respeitar o senhor, não só pela sua idade, mas por ser indiretamente seu patrão já que são os usuários que pagam seus salários com o dinheiro da tarifa, fez foi gritar com o idoso, dizer desaforos, e ainda decidiu (pasmem) parar o ônibus e dizer que não continuaria a viagem, expulsando os passageiros do coletivo. Essa história foi contada pelo universitário Elrivan Gomes para a reportagem do portal G1 Amazonas. O final dessa história foi que alguns passageiros pagaram outra tarifa e pegaram outros coletivos, outros usuários desistiram até de seus compromissos e voltaram pra casa, e uns 10 passageiros fica ram sentados a beira da calçada, esperando outro ônibus da mesma linha passar. Nesse momento viram (pasmem de novo) o abusado motorista ligar de novo o ônibus, mandá-los entrar, mas continuar não cumprindo a rota. Apenas os levou até a Torquato Tapajós e, simplesmente disse que iria para a garagem. É de pirar qualquer um passar por uma situação vexatória como essa na mão de um tresloucado como esse, não é mesmo?

É de pirar de vez

Numa outra situação, a filha da editora deste site, pegou o ônibus da linha 328 (placa OAE 5470), dentro do Terminal II, na Cachoeirinha, voltando da universidade pra casa. O ônibus dessa linha faz rota para a Cidade Nova, passando pela Paraíba. Na parada do Manauara Shopping, quando o ônibus lotou, o motorista decidiu dar uma de doido e de irresponsável, dirigindo em alta velocidade, e dando freadas bruscas que provocaram quedas de crianças e idosos que estavam dentro do ônibus. Ele se fazia de surdo para as reclamações de alguns passageiros – porque ainda têm aqueles da mesma espécie desse tipo de motorista que apóiam essas atitudes irresponsáveis por acharem que chegam mais cedo em casa. E, quando a universitária desceu na Max Teixeira, na Cidade Nova, este senhor fechou a porta bruscamente prendendo a estudante, que só não se machucou mais porque a mochila que ela estava usando amorteceu a pancada da porta em suas costas. Esse é o tipo de gente que os empresários de ônibus mandar lidar com os filhos, pais, mães, familiares dos cidadãos dessa cidade. No Radar, temos insistentemente denunciado as situações grosseiras e humilhantes porque passam os usuários do transporte coletivo. A resposta tem sido a omissão da SMTU e da Prefeitura de Manaus pela falta de respeito com os manauaras. Mas, o tratamento desumano que estás sendo imposto, com certeza, vai ter nossa resposta igualmente silenciosa diante de uma urna eletrônica onde vai estar a cara de quem não tem qualquer vergonha na cara de não ter compromisso com quem votou neles. E aí nós é que vamos dar o troco!