Esposa mata empresário com tiro na cabeça por não aceitar separação

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Paulo Roberto Moraes Teixeira Junior, de 29 anos, morreu na madrugada deste domingo (7) após não resistir a um ferimento de arma de fogo. Ele foi baleado na cabeça na última sexta-feira (5), após uma discussão com a companheira, Cristina D’ávila Teixeira Rodrigues, de 23 anos. Ela teria efetuado o disparo contra o empresário por não aceitar a separação.

Após a ação criminosa, Paulo foi socorrido e levado para o Serviço de Pronto Atendimento (SPA) Galileia, onde recebeu os primeiros socorros. Com a gravidade dos ferimentos, ele foi transferido para o Hospital e Pronto Socorro (HPS) João Lúcio, onde ficou internado. Às 2h30 da madrugada de domingo o empresário morreu.

Ao esperar a liberação do corpo de Paulo no Instituto Médico Legal (IML), o tio da vítima, Marcelo Moraes, de 48 anos, falou com nossa reportagem sobre os problemas que o sobrinho enfrentava com a Cristina. “Não sabemos qual o motivo de estarem mais juntos. Na sexta-feira meu sobrinho estava cortando o cabelo em um salão de beleza e ao retornar a residência, ela tinha invadido a casa dele, e desligou as câmeras de segurança. Na discussão, ele teria virado de costas e num ato de covardia, ela atirou na cabeça dele”, relatou.

O tio contou ainda que a vítima teria repassado um valor para a mulher para que o deixasse em paz. “Acho que essa mulher não aceitava ficar só com a parte dela, acreditamos que queria acabar com ele e a empresa. Meu sobrinho dava emprego pra muita gente, não era problemático. Ela fica mentindo que ele batia nela, mas não isso não condizia com a índole dele”, comentou.

Marcelo citou o fato da polícia não ter ido até a casa de Paulo, para inspecionar e conseguir provas contra Cristina. “Pelo fato de não se tratar de um homicídio, a polícia não podia ir até a casa pegar a arma e colher outras informações. Mas agora que ele morreu, esperaremos uma solução desse caso. Cadeia pra essa mulher é pouco, queremos justiça”, finalizou.

A Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) atuará nas investigações desse caso.