Esquema de corrupção eleitoral no Amazonas investigado pela PF vai parar nas páginas da Veja

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Em matéria assinada pela jornalista Leslie Leitão, intitulada “O enredo de uma bandalha eleitoral”, a revista Veja desta semana traz detalhes sobre o inquérito policial 722/2014, resultante da Operação Quintessência, realizada pela Delegacia de Combate ao Crime Organizado da Polícia Federal, com o objetivo de investigar um esquema de corrupção eleitoral usado para reeleger o governador José Melo em 2014.

Assim como em matérias publicadas pelo Radar sobre o inquérito da PF, a jornalista mostra que a vitória do governador foi “ancorada em um arsenal de ilegalidades, ameaças, coerções e extorsões”. Ela descreve o uso da estrutura da segurança pública do Estado em benefício eleitoral do governador. “Dos seis oficiais da Polícia Militar identificados praticando achaques e subornos contra eleitores do adversário, o senador Eduardo Braga, (PMDB), o mais citado é o coronel Marcus James Frota, então comandante da Polícia do Interior amazonense, brindado com o cargo de número 1 da polícia do estado depois da vitória do chefe”, escreve a jornalista.

A matéria traz trechos de escutas telefônicas feitas pela PF que mostram os coronéis dando voz de comandos para ações que beiram o inacreditável, tamanha a ilegalidade e falta de princípios morais. Os coronéis de Melo que, na verdade deveriam ser do Estado e dos cidadãos que pagam seus salários, mandam prender e arrebentar em favor do governador. A jornalista diz que James Frota é o principal deles, determinando prender barcos com eleitores do candidato adversário, arrancar material de campanha de Braga de cidades inteiras no interior e até dando ordens que mais parecem de bandido do que de polícia, como por exemplo, jogar eleitores do adversário de Melo dentro d´água. “Joga tudo dentro d’água, esse bando de filhos duma égua! Em outro grampo telefônico, o coronel aparece até mesmo falando do uso de dinheiro de traficantes para a campanha do governador.

E por falar em dinheiro para bancar a campanha de Melo, diz a jornalista: “Um dos grampos sugere que uma parte foi amealhada junto a traficantes. Outra teria saído do caixa do empresário Francisco Sampaio Neves – tá errado, o sobrenome é Nunes -, o Chaguinha, tesoureiro do PROS no Amazonas. Segundo a PF, ele surge em uma trama que resultou em ‘aporte financeiro para a prática de corrupção eleitoral’. (Any Margareth) 

MATÉRIA DA REVISTA VEJA