“Esse é um governo insensível que faz pessoas de cobaias”, denunciam professores em ato público

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A greve na rede estadual de Ensino deflagrada pela Sindicato dos Professores e Pedagogos das Escolas Públicas de Manaus (Asprom Sindical) chegou ao seu 34º dia e até o momento não houve um diálogo com o Governo do Estado. Na manhã desta terça-feira (15), a categoria realizou mais um ato público para chamar atenção da sociedade e autoridades para o número cada vez maior de profissionais da educação com Covid-19 e a atitude do governo de insistir em colocar a vida desses profissionais em risco. O ato público foi na avenida Constantino Nery, na zona Centro-Sul de Manaus.

“É um governador insensível que finge não existir uma greve realizada nas escolas da Seduc, que finge que está tudo normal, que os profissionais da educação não estão se contaminando, mas toda sociedade já sabe da existência dessa greve e nós estamos aqui mais uma vez, mostrando que nosso movimento é uma luta pela vida”, disse o coordenador de comunicação da Asprom sindical Lambert Melo.

Ainda segundo Lambert, o Governo do Amazonas, estaria fazendo com os professores da Secretaria Estadual de Educação (Seduc) uma espécie de cobaia, tendo em vista que, as atividades presenciais em outras instituições de ensino como faculdades e rede municipal não retornaram e permanece somente para o Ensino médio.

“É um absurdo o que esse Governador queira que somente os professores da SEDUC sejam cobaias dessa experiência maldita que ele está fazendo na nossa cidade que é colocar os professores para se contaminar com Covid-19 dentro das escolas”, disse Lambert Melo.

Para a categoria, os protocolos de segurança adotados pela Seduc de nada adiantaram, considerando que mais de 900 professores já foram contaminados pela Covid-19 desde o retornos das aulas presenciais.