“Esse é um governo perverso, incompetente e muito bandido”, desabafa tenente coronel que é paciente renal crônico

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Imagem para fins ilustrativos

Num desabafo indignado, através das redes sociais, por causa do descaso da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) com o atendimento médico-hospitalar dos pacientes renais crônicos, o tenente coronel Angelo Stelio Garcia faz severas críticas ao Governo do Estado. Por telefone, em contato com o Radar, Stélio Garcia, assume tudo o que escreveu no Facebook, segundo ele, fruto da revolta de ver pessoas terem suas chances de vida reduzidas pela atitude criminosa do Poder Público. Stélio é paciente renal crônico, faz hemodiálise três vezes por semana e já tem encaminhamento médico para fazer o transplante de rim. “Esse é um governo perverso, incompetente e muito bandido”, diz Stélio em sua postagem.

O oficial PM ratifica o que diz contando a situação que está sendo vivida pelos pacientes renais. “Eu faço parte de um grupo que a gente formou para tratar da questão do transplante. Nós fomos encaminhados para fazer o transplante renal e o Estado acha que a gente pode simplesmente ficar aguardando a mercê de resolverem a parte financeira deles, ou sei lá de quê, pra autorizarem a gente a fazer o transplante”, explica Stelio, acrescentando: “E o pior é que não dão sequer uma resposta, nem que seja pra dizer que não vamos transplantar. A situação é do tipo assim: aguarde, aguarde, aguarde, e ninguém explica nada.

Enquanto isso, destaca o paciente, pessoas como ele vão perdendo qualidade de vida com a hemodiálise. “É um tratamento mais invasivo, existe risco cardíaco se a pessoa acumula muito líquido. Com o transplante existe uma qualidade de vida melhor e existe uma sobrevida maior, a pessoa vive mais. Mas, esse governo desumano não nos dá nem o direito de viver”, reclama Stélio.

Ele conta que, quem ia fazer o transplante, era atendido no Hospital Santa Júlia, mas o atendimento foi suspenso. “A informação não oficial é de que o Governo não pagou e eles suspenderam as cirurgias. E mais grave é a informação que recebemos hoje da assistente social da Clínica Renal, que o pessoal que já fez o transplante está sem consulta médica e, se eles não podem fazer consulta médica, não podem pegar o remédio, o imunossupressor que garante que o rim não seja rejeitado. E essas pessoas, se não fizeram a consulta, se não pegarem o remédio, essas daí podem morrer a qualquer momento”, diz Stélio em tom de indignação, repetindo frase escrita em sua postagem nas redes sociais: “Estou horrorizado com a monstruosidade do Governo do Estado”. (Any Margareth)  

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