Estudo mostra que se distanciamento social continuar caindo em Manaus pode haver novo pico de Covid-19 em junho

Um estudo realizado por pesquisadores de um grupo de trabalho dos Departamentos de Matemática, Estatística e Física das Universidades Federais do Amazonas (Ufam), de Minas Gerais (UFMG) e de São João Del-Rei (UFSJ) aponta que a diminuição do distanciamento social em Manaus pode causar um novo pico de contágio do novo coronavírus, em junho.

“O distanciamento social (apesar da adesão limitada) e uso de máscaras pela população em geral foram muito eficazes. Não se recomenda qualquer afrouxamento no distanciamento social, que poderia levar a um novo aumento de casos, pelo grande número de infectados e pequena porcentagem de recuperados 10%-15% (possivelmente imunes). Recomenda-se a implementação de medidas mais rígidas de distanciamento social para permitir uma queda mais rápida no número de infectados”, apontam os pesquisadores, no estudo.

Divulgado na terça-feira (12), o estudo aponta que atualmente há um distanciamento social de 40% – quando o ideal seria de 60% -, com aproximadamente 85 mil infecções ativas em Manaus. Segundo os dados, de 10% a 15% da população da capital já foi infectada pelo novo coronavírus.

As estimativas da curva epidemiológica da capital foram baseadas nos dados de óbitos e sepultamentos, supondo uma taxa de letalidade de 0,075% e um tempo médio de 18 dias de exposição ao coronavírus até a ocorrência do óbito.

Redução de novos casos

Segundo o estudo, se o distanciamento social continuar em 40%, até 31 de maio Manaus terá mais de 60 mil infecções ativas e diminuindo de forma lenta.

Se o distanciamento social for relaxado e cair para 20% há, segundo o estudo, um risco de um segundo pico de infeções em junho. Estudiosos apontam que este segundo pico pode ter mais casos e óbitos dos que os registrados no mês de abril.

O estudo aponta, ainda, que se o distanciamento social for fortalecido e chegar a, no mínimo, 60%, há possibilidade de novas infecções diminuírem rapidamente. Neste cenário, a estimativa é que, em 31 de maio, as infecções ativas fiquem em torno de 40 mil.

Veja o estudo na íntegra.