Estupidez humana

Disse o matémático, físico e cientista alemão, Albert Einstein: “Duas coisas são infinitas, o universo e a estupidez humana. Mas, no que diz respeito ao universo, ainda não adquiri a certeza absoluta”. Isso foi o que me veio imediatamente a cabeça, ontem, quando minha filha , em tom de indignação (nojo mesmo) me contou sobre os trotes aplicados pelos veterenos nos calouros do curso de Direito, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) fazendo apologia ao racismo. Após saber dos detalhes sórdidos dessa história, tive a mesma certeza de Einstein sobre a infinita estupidez humana.

Racistas e Nazistas

Nas fotos do trote que vazaram na internet, uma caloura pintada de tinta preta, aparece acorretanda, e uma das pontas da corrente é segura por um um veterano branco. Em seu pescoço, foi pendurada uma placa onde está escrito: “Caloura Chica da Silva”. Em outra foto, um calouro também pintado de tinta escura, está amarrado a um posto e três colegas veteranos fazem a conhecida saudação nazista, onde o braço era erguido pra frente e era dita a seguinte frase: “Heil (salve) Hitler”.

Esses serão os homens da Lei?

E ainda mais preocupante pensar (como lembra minha filha adolescente me deixando entre orgulhosa e estarrecida) é que esses garotos e garotas, estudantes de Direito, é que serão os futuros advogados, promotores, defensores públicos, juízes e quem sabe ministros. “Como pode um cara desses um dia julgar os atos de outra pessoa, a moral de alguém?”, questiona minha garota, 17 anos completos em fevereiro desse anos, aprovada no vestibular para a UfAM, exatamente para o curso de Direito. E aí ficamos a conversar sobre praticar o Direito, na expressão da palavra, com a Justiça que torna os homens iguais perante às Leis, sem distinção de cor, raça, nacionalidade, religião, orientação sexual….

E por falar em universidade…

Onde foi parar o dinheiro do fundo para manutenção da Universidade do Amazonas (UEA), criado quando da implantação da instituição de ensino superior, pelo então governador Amazonino Mendes, com recursos repassados pela iniciativa privada e que deveriam ser utilizados exclusivamente para a UEA? Bom lembrar, que uma daquelas Leis Delegadas, todas idealizadas e assinada pelo ex-governador e hoje senador Eduardo Braga, e aprovada por seus “fiéis seguidores” da Assembléia Legislativa do Estado (ALE), concedeu o “pleno direito” de Braga utilizar os recursos do fundo da UEA para outras finalidades, finalidades estas que os cidadãos comuns, como eu, nunca ficam sabendo.

Falta recurso, sobra problema

E já chegou aqui no Radar que a falta de recursos para a manutenção da UEA é a causa (pelo menos é o que anda dizendo o reitor para alunos e professores) de problemas como os que existem no auditório, que está desativado por causa de inúmeras goteiras. Os alunos da UEA têm feito manifestações por causa da falta de professores e, um deles, do curso de Direito, 5º periodo, conta que ele os colegas serão penalizados, terão aula de Direito Empresarial aos sábados, por que o professor decidiu ir viajar e voltar quando bem entender. Algo parecido acontece com Direito do Trabalho, onde o professor saiu de licença e os estudantes estão sem aula.