“Eu manifesto meu apoio é ao povo que está sofrendo e não ao governante que levou o Amazonas ao caos”, indigna-se Dallas

Dallas e hospital

Demonstrando indignação com o comportamento de alguns colegas de Parlamento estadual que assinaram manifesto em apoio ao governador José Melo cassado pela Justiça Eleitoral, o deputado peemedebista Wanderley Dallas disse ao Radar, nessa sexta-feira (30), que assinaria um manifesto só se fosse em solidariedade ao povo do Amazonas que nunca em sua história passou por tantas dificuldades, vítima do descaso, da incompetência e da falta de espírito público.

“Meu apoio não é a Braga, e muito menos ao governador José Melo, mas ao cidadão do Amazonas que está sofrendo. Foi o povo do Amazonas que escolheu cada um de nós na Assembleia Legislativa para ser seu representante e é esse povo que está precisando de apoio”, criticou Dallas.

Ele destacou que quem precisa de solidariedade são pessoas que vão aos hospitais e não tem remédio, que não tem médico porque reduziram os serviços de Saúde, cidadãos que estão ficando mutilados porque as cirurgias foram canceladas. São servidores públicos da educação e da saúde que estão sem receber, pesquisadores que estão passando dificuldades pelo não pagamento de suas bolsas, os internos do abrigo Moacyr Alves que ficaram sem alimentação parenteral, as famílias das vítimas da insegurança que campeia no Estado e transforma o Amazonas num dos lugares mais violentos do mundo.

“Enfim, minha solidariedade é com o povo que, além do sofrimento, ainda está tendo que ler manifesto de apoio a quem levou esse Estado ao caos”, diz. Dallas, que é evangélico da igreja Assembleia de Deus, também achou um absurdo religiosos que “estão vendo o que o povo está passando estarem mais preocupados em assinar carta de apoio ao governador”.

“Esse governante (Melo) não respeita nem os preceitos divinos quando impõe sofrimento ao povo. Será que ele merece apoio de homens que se dizem de Deus? Será que religiosos deveriam dar apoio ao governante se contrapondo a decisão da Justiça?”, questiona Dallas.