Ex-aluno da Ufam cria capacete de oxigenação para pacientes de covid-19

Foto: Divulgação

O ex-aluno da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), Fram Canto, é o responsável pelo projeto que desenvolveu e aperfeiçoou o capacete de Hood, utilizado para permitir  a oxigenação de pacientes com problemas respiratórios. Desta forma, o aparelho oferece maior comodidade tanto para o paciente quanto para a equipe médica, além de manter a segurança de todos quanto ao risco de contaminação pelo coronavírus.

O aparelho foi desenhado pelo egresso da turma de administração de 2008 de Parintins e é uma cápsula respiratória que foi construída em poucos dias e submetida à avaliação dos profissionais do Hospital Regional Doutor Jofre Matos Cohen, situado no município.

“O projeto começou com a falta de materiais de proteção no hospital daqui, então, criamos a campanha ‘Todos Contra o Coronavírus’. Foi quando, em conversas com os médicos, soube que os pacientes iriam precisar de capacetes de Hood, mas seria difícil para o município conseguir esses aparelhos porque aqui não tinha. Então, tivemos a ideia de construir um modelo semelhante”, contou Fram Canto.

“Da ideia ao primeiro protótipo foram dois dias. Depois fizemos alguns ajustes e enviamos os protótipos para o Hospital Jofre Cohen e os médicos fizeram uma bateria de testes e todos aprovaram, principalmente, pela não disseminação do vírus. Como a cápsula é bem vedada, é possível manter vários pacientes na mesma UTI sem risco de contaminação”, disse.

Integrante do grupo de médicos que participou da criação da cápsula, o anestesiologista e diretor clínico em exercício do Hospital Regional Doutor Jofre Matos Cohen, Daniel Tanaka, diz que o capacete de Hood estava sendo muito usado na Itália como barreira para não haver contaminação cruzada entre os pacientes e também para os profissionais.

“A gente viu que eles faziam cápsulas pequenas, claustrofóbicas, então, avaliamos que seria necessário fazer algo um pouco mais arejado para ter uma maior circulação de ar e que fosse mais confortável para o paciente. A ideia é se construir microambientes que desfavoreçam a dispersão em massa do vírus. Isso não significa que é 100% hermético. É uma barreira de proteção, de diminuição de passagem de gotículas”, disse o doutor

Com informações da assessoria da Ufam.