Ex-médico acusado de mutilar e matar mulheres no AM tem recurso negado pela Justiça

Uma das vítimas ficou com o corpo deformado após realizar procedimento cirúrgico com o médico

Foto: Reprodução

Nesta segunda-feira (19) a Justiça do Amazonas, através da 11ª Vara Criminal de Manaus, manteve a sentença do ex-médico Carlos Jorge Cury Mansilla, que foi condenado em janeiro deste ano a cinco anos de prisão pelo crime de lesão corporal gravíssima contra uma pacientes que teve seu corpo deformado após realização de procedimento estético.

Conforme relatado no processo, a vítima procurou a clínica de Mansilla para realizar uma cirurgia plástica no nariz e o médico ofereceu os serviços de lipoescultura (cirurgia de remodelação física estrutural) e abdominoplastia (cirurgia para remover excesso de pele e gordura na região do abdómen) pela quantia de R$ 13 mil.

A vítima relatou que fez a cirurgia em março de 2012, no Instituto do Coração do Amazonas (Incor), localizado no Centro da capital Amazonense. O procedimento durou aproximadamente seis horas e após a operação a paciente ficou apenas 24 horas em recuperação e já recebeu alta. A cicatriz acabou infeccionando e a paciente voltou a procurar o médico, que realizou uma nova lipoescultura, meses depois, que também gerou sequelas e interferiu na vida conjulgal da vítima, que sentia fortes dores na região do abdómen durante as relações sexuais.

Vale ressaltar que o ex-médico responde a por três óbitos e 23 mutilações em Manaus, além de quatro vítimas em Rondônia. O suspeito teve o registro cassado pelo Conselho Federal de Medicina em 2017 e não tem mais autorização para exercer a profissão no país desde então.