Ex-ministro de Temer tem prisão decretada por dívida de quase R$ 1 milhão com pensão alimentícia

Henrique Eduardo Alves Foto: Flick MDB/ Divulgação

A Justiça de São Paulo determinou a prisão do ex-ministro e ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves (MDB-RN). A causa, segundo decisão do juiz Marco Aurélio Paioletti Martins Costa, é a falta de pagamento de pensão alimentícia, no valor de R$ 938 mil. O caso corre em segredo de Justiça.

O processo foi aberto por sua ex-esposa, Priscila Gimenez, em 2017, segundo o jornal “O Estado de S. Paulo”. Naquele ano, Alves foi preso pela Polícia Federal em meio a investigações de corrupção ativa e passiva, além de lavagem de dinheiro, envolvendo a construção da Arena das Dunas, em Natal.

Alves foi ministro do Turismo nos governos de Dilma Rousseff e Michel Temer. Entre 2013 e 2015, presidiu a Câmara dos Deputados.

Em nota sobre o pedido de prisão, o emedebista afirmou não ter recebido nenhuma intimação da Justiça e que não tem condições financeiras de arcar com o valor pedido para a pensão alimentícia. Segundo ele, o filho tem 20 anos.

“Esse despautério promovido por Pedro Henrique e sua mãe de quem me divorciei – de forma consensual – há mais de 11 anos, deixando mais de 50% de meu patrimônio na época, não pode prosperar, pelo simples fato de que não tenho como pagar uma pensão alimentícia de quase R$ 50 mil reais por mês”, afirmou Alves.

“É totalmente fora da minha realidade e da necessidade de um rapaz de sua idade. Quem conhece minha vida privada, que também sempre foi pública, sabe que nunca deixei faltar NADA a meus três filhos. Afeto, atenção e amor, principalmente. Dos dois mais velhos sempre tive a solidariedade e compreensão. Hoje, lamento a postura de Pedro Henrique. Mas a seu desatino entrego também, à Justiça Divina. “